Escalada no Oriente Médio: ataque iraniano mata nove pessoas perto de Jerusalém

 

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Pelo menos nove pessoas morreram e 23 ficaram feridas, sendo duas em estado grave, depois de um ataque iraniano a uma cidade próxima à Jerusalém. Com isso, o número total de pessoas mortas em Israel sobe para 11. O exército israelense afirmou que equipes de busca e resgate estão no local do impacto.

Do lado iraniano, 57 civis morreram nas últimas 24 horas, após sessenta ataques com mísseis e drones contra Teerã. As informações são da imprensa local.

A Guarda Revolucionária iraniana anunciou que lançou uma nova onda de ataques “em grande escala” como resposta à morte do líder supremo Ali Khamenei. Neste domingo (1º), Israel e países do Oriente Médio aliados dos Estados Unidos foram bombardeados.

Nos Emirados Árabes Unidos, o Ministério da Defesa confirmou três mortos e 58 feridos leves após ataques iranianos no território. Países do Golfo Pérsico, como Bahrein, Kwait e Catar também foram atingidos.

O chefe de Inteligência do Irã afirmou que os ataques retaliatórios contra países vizinhos têm como alvo exclusivamente bases militares dos Estados Unidos, e não os países em si. A declaração foi dada depois que a Guarda Revolucionária anunciou uma nova ofensiva “em grande escala”.

Com isso, ministros das Relações Exteriores dos países do Conselho de Cooperação do Golfo realizam neste domingo uma reunião por videoconferência para discutir uma resposta unificada aos ataques do Irã. O encontro ocorre de forma virtual por causa do fechamento de aeroportos na região.

Produção de petróleo

No campo econômico, a Opep+ anunciou um aumento maior do que o previsto na produção de petróleo. O grupo V8, que reúne oito países da aliança, entre eles Arábia Saudita e Rússia, aprovou um ajuste de 206 mil barris por dia a partir de abril. Antes da reunião, analistas projetavam alta de 137 mil barris diários.

Segundo o jornal Financial Times, os Estados Unidos descartaram recorrer à reserva estratégica de petróleo.

Os contratos reabrem à noite em Nova York. Na sexta-feira (27), o barril do Brent fechou a US$ 72,80. Especialistas alertam que a reserva teria efeito limitado em caso de bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da oferta global. A mídia iraniana afirma que a passagem foi “efetivamente” fechada, mas navios ainda cruzam a região mesmo com limitações.