Os partidos de oposição ao governo no Senado vão liberar suas bancadas na votação da proposta de emenda constitucional (PEC) que acaba com a escala 6x1. Com isso, a expectativa é que a votação em primeiro e segundo turnos ocorra nesta quarta-feira.
A decisão foi confirmada pelo líder do bloco Vanguarda (PL e Novo), senador Wellington Fagundes (PL-MT). Ele atribuiu a mudança de cenário ao apoio declarado à proposta pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, adversário do presidente Lula na disputa. — A PEC tem um apelo muito grande da população. Acho que será aprovada com facilidade pelo Senado. Não deve haver nem 19 votos contrários à proposta — disse Fagundes, citando a votação da proposta na Câmara dos Deputados, no fim de maio. A líder do PP no Senado, Tereza Cristina (MS), também disse esperar que a votação seja concluída nesta quarta-feira, para acabar “com essa agonia”. Ela ressalvou, porém, que o setor produtivo será prejudicado. Havia expectativa de uma reunião dos partidos de oposição nesta quarta para discutir a posição das bancadas, mas o encontro foi desmarcado. Fagundes disse que vai discursar a favor do fim da escala 6x1 na votação em segundo turno. Para acelerar a tramitação, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), apresentou à Mesa Diretora um requerimento de calendário especial para a PEC. O pedido tem o apoio de partidos e blocos que somam 56 senadores, acima dos 54 exigidos para aprovar o requerimento. A PEC substitui a jornada de seis dias de trabalho e um de folga por semana por uma de cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução de salário. A jornada semanal cai de 44 para 42 horas 60 dias após a promulgação da emenda e, um ano depois, para 40 horas.
O Globo