Erin Moriarty: entenda a doença de Graves, condição autoimune que afeta a atriz de 'The Boys'

 

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A atriz Erin Moriarty, conhecida pelo personagem Annie January / Starlight na série da Amazon Prime Video "The Boys" disse, em entrevista ao Hollywoof Reporter, que enfrentou dificuldades durante as gravações da quinta e última temporada da série após receber o diagnóstico da doença de Graves. "Era uma questão de sobreviver a cada dia", declara.

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Moriarty afirma ter sentido o impacto da doença nos primeiros episódios da temporada e que só conseguiu recuperar parte de seu equilíbrio físico e mental perto da gravação do sétimo. E que passou parte das filmagens tentando lidar com os sintomas. "Eu estava todos os dias lutando muito para conseguir lidar com tudo", diz.

A atriz falou sobre o diagnóstico da doença em 2025, quando já estava filmando a reta final da produção e por isso, também decidiu não assistir à temporada final da série. "É muito importante para mim priorizar minha saúde psicológica acima de tudo", disse.

O que é a doença de Graves?

A doença de Graves é uma condição que afeta a glândula da tireoide, causando hipertireoidismo — a condição faz com que o sistema imunológico ataque sua glândula tireoide, fazendo com que ela produza mais hormônios tireoidianos do que seu corpo precisa.

Estima-se que a doença afete quase 1 em cada 100 americanos. Segundo o Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais (NIDDK, sigla em inglês), a condição pode deixar olhos irritados e inchados, causar sensibilidade à luz, sensação de pressão ou dor nos olhos e visão turva ou dupla. Além disso, outro sintoma característico da doença é o movimento do olho para fora de sua órbita.

A doença pode ser diagnosticada através de exames de sangue e teste de captação de iodo radioativo. Já o tratamento inclui terapia com iodo radioativo, medicamentos antitireoidianos e outros remédios que bloqueiam a produção de hormônios da tireoide.

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A doença de Graves é mais comum em mulheres e pessoas com mais de 30 anos, sendo fatores de risco histórico familiar, ter outras doenças autoimunes (vitiligo, diabetes tipo I ou artrite reumatoide) ou uso de nicotina (presente no cigarro, por exemplo).

Em casos mais graves, quando não houver um tratamento adequado, podem surgir pioras no quadro clínico, como coágulos sanguíneos, insuficiência cardíaca, derrame, osteoporose, desconforto ocular e alterações na visão, além de afetações que afetam ciclo menstrual, fertilidade e gravidez.

Ainda de acordo com o NIDDK, o hipertireoidismo também pode resultar em perda de peso (apesar do aumento do apetite), batimento cardíaco rápido ou irregular, nervosismo, irritabilidade, dificuldade para dormir, fadiga, mãos trêmulas, fraqueza muscular, suor ou dificuldade em tolerar calor e evacuações frequentes.