Era só um banho: capivara aparece em canal da Tijuca, mobiliza moradores e subprefeitura, mas não estava em perigo; veja vídeo
A presença de uma capivara no canal da Avenida Maracanã, na Tijuca, chamou a atenção de moradores e gerou uma grande mobilização. Em um vídeo enviado ao GLOBO-Tijuca+Zona Norte, que circulou em grupos de WhatsApp do bairro e de outras regiões da cidade, o animal aparece dentro d’água. Muitos dos espectadores julgaram que a capivara estivesse presa no local e em perigo. Mas, segundo especialistas, não havia nada de incomum no seu comportamento.
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A administradora Marilda de Andrade, moradora da Tijuca, conta que se deparou com a cena por volta do meio-dia desta terça-feira (7), ao sair de um supermercado.
— Estava saindo do supermercado e, quando parei para atravessar, olhei para dentro do rio e vi. Estava sem celular, mas ela é bem grande e estava seguindo em direção ao Maracanã. Liguei para os bombeiros assim que cheguei em casa, mas o atendente disse que já tinham recebido outras ligações e não me pareceu muito preocupado — relatou.
Capivara está desde a última quarta-feira presa em um canal na Tijuca, afirmam moradores
Segundo os depoimentos, a capivara tem sido vista no canal deste a última quarta-feira (1º), o que levou moradores a acionarem também o serviço 1746 e cobrarem uma atuação do poder público. A Subprefeitura da Tijuca informou que chegou a realizar rondas na segunda-feira (6) e na terça-feira para tentar localizar o animal, mas não o encontrou, e se mostrou à disposição para fazer o resgate, se necessário.
Mas, procurada, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima informou que equipes da Patrulha Ambiental estiveram no local e esclareceram que a capivara está em seu habitat natural. Segundo a pasta, é comum que esses animais semiaquáticos utilizem rios e canais urbanos, onde podem permanecer por longos períodos, inclusive parados no mesmo ponto.
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"Outro comportamento comum da espécie é se deslocar em longas distâncias e, às vezes, entre um bairro e outro via tubulações dos canais", explicou.
De acordo com o órgão, a captura de animais silvestres só é realizada em situações específicas, como quando estão feridos, doentes, debilitados, em risco de morte ou impossibilitados de retornar ao habitat por conta própria.
'Não conhecem limites'
O biólogo Mário Moscatelli confirma que o comportamento observado na Tijuca é esperado, mas faz ressalvas sobre os riscos do ambiente urbano para a espécie.
— As capivaras não conhecem limites. Vão circulando por todo canto. Já vi capivara em todos os lugares possíveis e imagináveis. Esse comportamento aventureiro faz parte do DNA da espécie, que vem se tornando cada vez mais urbana — afirmou.
Segundo ele, é preciso atenção às condições dos locais onde o animal aparece.
— Dependendo do ponto, o ambiente urbano pode se tornar uma armadilha. É importante observar se há possibilidade de deslocamento e se não há riscos, como em caso de chuva forte, quando o nível da água sobe e pode não haver área de escape — observa.
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