A busca por sobreviventes presos em túneis de uma usina hidrelétrica no Nepal ganhou novo impulso nesta sexta-feira, depois que dois trabalhadores foram encontrados vivos nove dias após as enchentes que atingiram o país e o vizinho Tibete. As equipes de resgate afirmam ter ouvido outras vozes dentro do túnel da usina Trishuli 3A, no distrito de Rasuwa, e continuam retirando lama e destroços em busca de possíveis sobreviventes. Susto: Terremoto de magnitude 5 atinge o Tibete após enchentes devastadoras, que mataram quase 1.300 no território e no Nepal Vídeo: Isolada no meio da avalanche, 'casa verde milagrosa' resiste sozinha às desastrosas enchentes no Nepal 'Realmente horrível': peregrina suíça que sobreviveu a deslizamento no Nepal diz ter sido salva por 'providência divina' Os dois homens resgatados foram identificados como Sanjay Shah, encarregado mecânico, e Kabir Maharjan, supervisor mecânico.
Funcionários da Autoridade de Eletricidade do Nepal, eles foram retirados da estrutura na manhã desta sexta-feira e levados de avião para o hospital do Exército, em Katmandu. O resgate foi confirmado por Raja Ram Basnet, porta-voz do Exército do Nepal, segundo o jornal americano The New York Times. Dois sobreviventes são encontrados após dezenas de socorristas escavarem vários túneis soterrados pela enchente que atingiu o Nepal Exército do Nepal/AFP Mais de 40 trabalhadores podem estar presos A operação continua sem que as autoridades tenham conseguido determinar quantas pessoas ainda estão dentro dos túneis ou quantas delas permanecem vivas. Informações obtidas por pessoas envolvidas nas buscas indicam que mais de 40 trabalhadores, entre engenheiros e encarregados, poderiam estar dentro da Trishuli 3A. O governo havia informado anteriormente que mais de 900 pessoas poderiam estar desaparecidas em túneis de usinas hidrelétricas. A possibilidade de novos sobreviventes aumentou após os socorristas afirmarem ter ouvido outras vozes dentro do túnel. As equipes seguem trabalhando para retirar a lama e os destroços e alcançar as áreas onde essas pessoas podem estar.
O Globo