Equipes da prefeitura apagam painel com homenagem a filho de traficante na Lapa; movimento de turistas na Escadaria Selarón é normal
Desde o começo da manhã, uma equipe da Comlurb, com apoio de homens da Secretaria de Ordem Pública (Seop) atuam na esquina da Rua Joaquim Silva com Teotônio Regadas para apagar o mural em homenagem a Pablo Carlos Rodrigues Quintanilha. Morto em 2019, o homenageado tinha o controle da venda de drogas na região, importante área turística. Ele é filho do traficante Wilton Carlos Rabello Quintanilha, conhecido como Abelha e um dos chefes do Comando Vermelho.
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Por volta das 9h30 a pintura já tinha sido completamente apagada e o muro já ostentava um tom cinza. Mais cedo o prefeito Eduardo Paes havia postado numa rede social a retirada da homenagem. "Aqui no Rio não vai ter homenagem a bandido traficante!" escreveu.
O mural fica em frente à Escadaria Selaron, um dos pontos turísticos mais visitados da cidade. Na manhã desta quarta-feira, a movimentação de turistas nacionais e estrangeiros é normal no local. Parte do comércio ainda está fechada, por conta do horário e as bancas de camelôs praticamente desapareceram.
Um dos lugares mais visitados por turistas e conhecida pela noite boêmia mais pulsante da cidade, a Lapa sucumbiu ao tráfico de drogas. Bandidos transformaram casarões históricos em bocas de fumo e cobram taxas de feirantes e ambulantes que montam suas barracas ao redor da Escadaria Selarón, um dos cartões-postais mais clicados por visitantes.
A venda indiscriminada, principalmente de crack, atrai uma massa de dependentes químicos, que circula à deriva pelo bairro e dorme sob marquises e os Arcos. Nesta terça-feita, uma operação prendeu 17 suspeitos e revelou como o Comando Vermelho se instalou na região.
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