Equipes continuam trabalho para identificar causas e mapear danos de explosão no Jaguaré (SP)
Um dia após a explosão que atingiu ao menos 36 imóveis no Jaguaré, na Zona Oeste de São Paulo, moradores ainda tentam entender a dimensão dos danos e o que poderá ser recuperado. Cerca de 10 casas ficaram totalmente destruídas. Uma pessoa morreu e outras três permanecem internadas.
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Equipes da Defesa Civil, da Polícia Civil e da Polícia Técnico-Científica continuam trabalhando no local para mapear os estragos e identificar as causas da explosão. A perícia analisa uma área de cerca de dois mil metros quadrados com auxílio de drones, scanners em 3D e equipamentos de topografia para entender quais estruturas subterrâneas foram afetadas e como a explosão teve força suficiente para destruir casas e atingir prédios próximos.
Os imóveis estão sendo classificados em quatro categorias: verde, para os liberados; amarelo, para interdição parcial; laranja, quando há comprometimento estrutural; e vermelho, para os condenados, sem possibilidade de recuperação.
Cerca de 160 famílias foram diretamente impactadas. Parte dos moradores passou o dia em hotéis custeados pela Sabesp e pela Comgás, enquanto outras famílias buscaram abrigo na casa de parentes.
Três pessoas ficaram feridas na explosão. Uma delas deve receber alta ainda nesta terça-feira (12) no Hospital Universitário da USP. Outra vítima permanece internada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em estado estável. Já o terceiro paciente está em estado grave no Hospital Regional de Osasco, entubado e internado em uma UTI. Foi confirmada a morte de Alexandre Fernandes Nunes, de 49 anos, que estava dormindo no momento da explosão.
