Mudar a cor ou renovar o visual do carro pode ser feito de duas formas bastante diferentes: com envelopamento automotivo ou pintura.
Apesar de terem a mesma finalidade estética, os processos têm diferenças importantes que devem ser consideradas antes da decisão.
Segundo Marcelo Souss, CEO da Alltak, referência em materiais autoadesivos na América Latina, o primeiro passo é entender o objetivo da mudança.
“Antes de decidir, vale avaliar alguns fatores que fazem diferença no resultado e na experiência de uso do veículo”, afirma.
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Objetivo Quem pretende mudar o visual por um período e manter a possibilidade de retornar à aparência original pode encontrar no envelopamento uma alternativa.
A película é aplicada sobre a pintura existente e pode ser removida posteriormente, desde que a superfície esteja em boas condições.
Já a pintura representa uma alteração permanente e pode ser mais indicada quando o proprietário deseja manter a nova cor ou precisa reparar a lataria.
“O envelopamento e a pintura são soluções consolidadas, mas cada uma atende a propostas diferentes”, explica Souss.
Tempo O prazo de execução também entra na conta. A pintura envolve preparação da lataria, aplicação de tinta e verniz, além do período de secagem.
No envelopamento, a película é instalada sobre a pintura original, o que normalmente permite concluir o serviço em menos tempo. O período, porém, varia conforme o tamanho do veículo e as condições da superfície.
Visual A possibilidade de personalização é outro diferencial do envelopamento. Além das cores, há opções de acabamento fosco, acetinado, metálico e outros efeitos.
A pintura também permite diferentes acabamentos, mas envolve um processo mais definitivo. Por isso, a escolha depende do quanto o motorista pretende transformar o veículo.
Proteção Além da mudança estética, a película pode ajudar a preservar a pintura original durante o período de uso. Quando aplicada corretamente, contribui para proteger a superfície contra riscos superficiais, raios ultravioleta e desgaste provocado pela exposição ao tempo.
Para Souss, esse benefício também deve entrar na avaliação.
“Quando essa escolha é feita de forma consciente, considerando o perfil e a necessidade do motorista, a satisfação com o resultado tende a ser muito maior”, destaca.
Custo O investimento varia de acordo com o modelo, o material, o acabamento e a complexidade do serviço. Por isso, comparar apenas o preço inicial pode levar a uma escolha equivocada.
“Utilizar produtos de qualidade e contar com profissionais capacitados é essencial para garantir durabilidade, acabamento e segurança durante todo o processo”, ressalta o executivo.
A recomendação é considerar também quanto tempo o proprietário pretende ficar com o carro e se existe a possibilidade de querer voltar à aparência original.
No fim, envelopamento e pintura não são soluções concorrentes em todos os casos. A melhor escolha depende do objetivo da mudança, do orçamento e do resultado esperado para o veículo.
Folha de Pernambuco