Entidade faz alerta de surto de chikungunya nas Américas: 'Manter vigilância atenta'
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alertou nesta quarta-feira para um aumento contínuo de casos de chikungunya em diversos países das Américas desde o final de 2015, inclusive em áreas onde nenhum caso havia sido relatado por anos. A disseminação dos casos é consistente com a presença do mosquito Aedes aegypti nas áreas afetadas, explicou a OPAS.
Vídeo: veja como será o 1º laboratório que lidará com vírus e bactérias letais no Brasil
Vírus Nipah: como deve ser a vigilância
No entanto, as temperaturas extremas estão contribuindo para o surto atual, que é ainda mais agravado pela presença de genótipos asiáticos e africanos do vírus. Portanto, é necessário "manter uma vigilância atenta e uma resposta oportuna", explicou o comunicado da organização.
Em 2015, foram relatados 502.264 casos em todo o mundo, incluindo 208.335 casos confirmados e 186 mortes, em 41 países e territórios, detalhou a OPAS. A maioria desses casos — 313.132, dos quais 113.926 foram confirmados — ocorreu nas Américas.
A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) explicou que 170 mortes por essa doença semelhante à dengue foram registradas na região, em 18 países e um território. Cuba relatou mais de 50 mortes por chikungunya e dengue no período de cinco meses encerrado em dezembro.
A chikungunya chegou à região em 2013. Ela causa febre, dores articulares intensas e, em alguns casos, fadiga, náuseas ou dores de cabeça. Em aproximadamente 60% dos casos, a doença dura semanas ou até meses.
