Entenda por que perícia do caso de corretora morta em Goiás teve disparos de armas de fogo

 

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A perícia realizada pela Polícia Civil de Goiás na noite desta sexta-feira contou com disparos de armas de fogo. Os disparos foram feitos para que os agentes pudessem analisar se a versão dada pelo síndico Cléber Rosa de Oliveira, suspeito do crime, pode ser verdadeira. O corpo de Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi localizado na última quarta-feira, após 42 dias de desaparecimento.

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Em entrevista à TV Anhanguera, o delegado da Polícia Civil André Barbosa, responsável pela investigação, afirmou que os moradores do prédio foram avisados com antecedências dos tiros.

-- A ideia é verificar se o depoimento que ele deu é plausível por meio de comprovação através de perícias técnico científicas. Esclarecer e querer tranquilizar a todos que serão feitos disparos de arma de fogo. Ressalto, a dinâmica do crime, e como tudo isso aconteceu, não vai ser trazido agora por esse comunicado -- explicou

“A ideia é verificar se o depoimento que ele deu é plausível por meio de comprovação através de perícias técnico científicas. Esclarecer e querer tranquilizar a todos que serão feitos disparos de arma de fogo. Ressalto, a dinâmica do crime, e como tudo isso aconteceu, não vai ser trazido agora por esse comunicado", declarou.

O delegado explicou ainda que os trabalhos de investigação continuam e que não há confirmação ainda de como a corretora foi morta. O síndico Cléber Rosa de Oliveira afirmou ter matado a Daiane após uma discussão no subsolo do prédio e levou a polícia até o local onde estava o corpo dela.

A corretora de imóveis estava desaparecida desde 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo para verificar um problema no fornecimento de energia. O corpo dela foi localizado em uma região de mata da cidade. Segundo a TV Anhanguera, Cléber disse à polícia que agiu sozinho.

Ele contou ainda que saiu do condomínio em sua picape, com o corpo de Daiane na carroceria. A TV Anhanguera reportou que os investigadores têm imagens de câmeras de segurança que mostram o síndico saindo do prédio por volta das 20h do dia do desaparecimento. Isso, apesar de ele ter dito que não deixara o local naquela noite.

As prisões e a descoberta do corpo foram antecipadas pelo g1 e confirmadas pelo GLOBO. O delegado Pedromar Augusto de Souza acrescentou ao portal que o porteiro do prédio também foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.

Cléber Rosa de Oliveira foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás pelo crime de perseguição reiterada, também chamada de stalking, contra Daiane. A acusação cita agressões físicas e verbais praticadas por ele ao longo de dez meses, no ano passado. A promotoria afirma que Cléber ameaçou a integridade física e psicológica de Daiane, por exemplo, com monitoramento constante e perturbação das suas atividades. Ao g1, a defesa do síndico afirmou, sobre essa denúncia, que as condutas do cliente "foram tomadas no cumprimento do seu dever legal e que não há provas".