Entenda como Mari Fernandez e Júlia Ribeiro participaram juntas do processo para ter o primeiro filho

 

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Júlia Ribeiro anunciou uma nova fase em sua vida: ela e a cantora Mari Fernandez estão esperando o primeiro filho. Para o casal, a chegada do bebê é a realização de um sonho que foi se construindo aos poucos, entre planos, cumplicidade e decisões compartilhadas. "A gente foi construindo nossa história, veio o casamento e chegou um momento em que sentimos que queríamos aumentar a família e dar esse próximo passo", explicou a influenciadora.

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O bebê foi concebido por meio da Fertilização In Vitro (FIV), um método cada vez mais procurado por casais homoafetivos que desejam formar uma família biológica.

"A Fertilização In Vitro e as técnicas de reprodução assistida contribuem para essa nova configuração familiar. E, devido à burocracia no processo de adoção, a busca dos casais homoafetivos por clínicas de reprodução humana tem aumentado muito nos últimos anos", explica Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana e diretor clínico da Clínica Mater Prime, em São Paulo.

No caso de casais de mulheres, o procedimento costuma ser mais direto, já que basta a doação de sêmen anônimo, fornecido por bancos especializados, para possibilitar a fecundação. "Na FIV, o óvulo é fecundado em laboratório e transferido para o útero de uma das integrantes do casal, que vai gestar a criança. Após cerca de 15 dias já é possível verificar o sucesso do procedimento", detalha.

Uma das opções para casais femininos é a gestação compartilhada, conhecida como ROPA (Reception of Oocytes from Partner, ou recepção de óvulos da parceira). Nesse método, uma das mulheres cede o óvulo enquanto a outra realiza a gestação. Foi essa a escolha de Mari e Júlia.

"Nós escolhemos esse método, porque queríamos que as duas participassem. Era importante para a gente que tanto eu quanto ela fizéssemos parte desse sonho. Foi a melhor escolha que poderíamos ter feito e não nos arrependemos nem um pouco", declarou a criadora de conteúdo.

Entenda como Júlia Ribeiro e Mari Fernandez planejaram a gravidez compartilhada

Reprodução Instagram

Segundo especialistas, a idade é um fator importante para o sucesso da FIV. Até os 35 anos, as taxas acumuladas de gravidez podem chegar a cerca de 80% após três ciclos, enquanto mulheres mais velhas podem precisar de tentativas adicionais ou de óvulos doados.

"Cada caso precisa ser avaliado individualmente, considerando o histórico de saúde e as características do casal", afirma o Dr. Rodrigo.

O custo do procedimento varia de acordo com fatores como o protocolo de estimulação ovariana, os medicamentos hormonais utilizados, o número de tentativas e técnicas laboratoriais aplicadas. Apesar disso, a FIV segue sendo um recurso acessível para muitos casais que desejam construir uma família de forma planejada e segura.