Entenda como Lucas Paquetá pode encaixar taticamente no Flamengo de Filipe Luís
A notícia sobre um possível retorno de Lucas Paquetá ao Flamengo é capaz de deixar não só os torcedores em polvorosa, como até mesmo ao técnico Filipe Luís. Afinal, trata-se de um jogador que, além já conhecida qualidade técnica, é capaz de entregar versatilidade tática que agradaria a qualquer treinador.
Quando surgiu no Flamengo, por exemplo, Paquetá atuava como uma espécie de segundo volante. Criativo, o meio-campista fazia com intensidade e movimentação a ligação entre os setores, além de apresentar boa combatividade. Esse posicionamento também já foi realizado por ele na seleção brasileira em diversas oportunidades.
Por outro lado, em seu período no futebol europeu, Paquetá se tornou um jogador com mais aptidões ofensivas do que defensivas. Camisa 10 de equipes como Lyon-FRA e West Ham-ING, o meio-campista pode ser posicionado como terceiro homem do meio — posição que, no Flamengo atual, tem Arrascaeta como dono indiscutível — ou pelos lados do campo. É por ali que os especialistas ouvidos pelo GLOBO acreditam que ele será colocado, caso o rubro-negro consiga concretizar a contratação.
— Lucas Paquetá é um jogador versátil. Sua chegada dará a Filipe Luís, que gosta de mexer na formação inicial, boas opções para mudar o sistema tático. Mas não se faz uma contratação desse peso só para participar do rodízio. Em sua posição preferida, terceiro homem de meio de campo, ele ocuparia o espaço de Arrascaeta, hoje intocável. Como segundo homem, já que Jorginho também é titular absoluto, forçaria a saída de Pulgar, o que poderia trazer problemas defensivos. Para entrar no time sem causar grandes alterações, sobra uma das pontas: a direita, onde poderia fazer um papel semelhante ao de Gerson, ou a esquerda, onde atuou mais vezes pela seleção. São muitas as possibilidades. Só é difícil imaginar um lugar para Paquetá no Flamengo: o banco — avalia o colunista Marcelo Barreto.
— Nessa reta final, especialmente nesse último ano, depois de toda a confusão envolvendo a possibilidade de punição, a gente viu o Paquetá atuar em diferentes funções. Ele jogou muitas vezes partindo da esquerda para dentro, como um meia mais centralizado, quase um camisa 10. Também apareceu pela direita, sempre fazendo esse movimento de fora para dentro. Eu, particularmente, prefiro o Paquetá caindo pelo lado, mas centralizando. Ele começa aberto e vem para dentro para participar mais do jogo. Pensando em um possível encaixe no Flamengo, tudo vai depender da forma como a equipe for jogar. O Flamengo tem muitas opções ofensivas — e tende a ter ainda mais. Ele pode atuar atrás de dois atacantes ou em uma função parecida com a que o Arrascaeta exerce, dependendo do desenho tático escolhido — corrobora Mário Marra, comentarista da ESPN.
Com tudo certo com Lucas Paquetá, o Flamengo acredita no poder de convencimento do jogador e seu estafe junto ao West Ham. O clube inglês não pretende facilitar a liberação de um dos seus principais nomes.
A etiqueta inicial colocada pelos europeus é de 50 milhões de libras (cerca de R$ 361 milhões na cotação atual), um valor irreal para os padrões brasileiros. Conforme o GLOBO apurou, o Flamengo não fez proposta, mas a primeira sinalização está na casa dos 35 milhões de euros (cerca de R$ 219 milhões).
