Entenda como fake news publicada por secretário de Trump gerou oscilação no petróleo mundial
O mercado do petróleo vive uma tensão por causa da guerra no Oriente Médio. Além da diminuição na produção petrolífica na região, o grande problema se encontra no fechamento pelo Irã do Estreito de Ormuz, local onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Com expectativa de qualquer notícia, uma novidade chamou atenção dos investidores, gerando uma queda brusca nos preços do petróleo. Isso ocorreu após o secretário de Energia do governo Trump, Chris Wright, publicas nas redes sociais que 'a Marinha dos EUA escoltou com sucesso um petroleiro pelo Estreito de Ormuz para garantir que o fluxo de petróleo para os mercados globais continue'.
A notícia parecia um alívio, gerando uma perspectiva de melhora da situação. Os contratos futuros de petróleo, diesel e gasolina caíram. As ações dispararam.
O problema é que a mensagem desapareceu em poucos minutos, deixando investidores do mundo todo tentando enxergar através da névoa de guerra que emanava do próprio governo Trump.
Pouco depois, autoridades americanas afirmaram que as forças armadas não estão atualmente escoltando navios comerciais através de um dos pontos de estrangulamento mundiais para petróleo e gás natural.
'Um vídeo foi apagado da conta oficial do Secretário Wright no Facebook depois que funcionários do Departamento de Energia constataram que a legenda estava incorreta', disse um porta-voz da agência de energia.
Irã realiza novos ataques com mísseis e drones contra Israel nesta segunda-feira (9)
Jack Guez/AFP
O governo Trump informou que está analisando outras opções para retomar o tráfego de navios-tanque, acrescentou o porta-voz, 'incluindo a possibilidade de a Marinha escoltar esses navios'.
Os contratos futuros de petróleo bruto dos EUA despencaram até 19% em determinado momento. Durante um intervalo de aproximadamente 10 minutos, enquanto a publicação de Wright estava no ar, um fundo negociado em bolsa atrelado a contratos futuros de petróleo viu US$ 84 milhões de sua capitalização de mercado acabarem, segundo o jornal Wall Street Journal.
Os contratos futuros se recuperaram das mínimas anteriores, mas ainda fecharam o dai em queda de 12%, com o barril de petróleo valendo US$ 83,45. A máxima foi atingida antes, na segunda (9), quando o preço passou de US$ 100.
Nesse dia, a alta de 31% no preço do petróleo bruto americano durante a noite praticamente evaporou depois que Trump disse à CBS News que a guerra estava 'praticamente concluída'.
Ao menos três navios são atingidos por projéteis no Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã
Navio cargueiro.
Reprodução
Ao menos três embarcações foram atingidas nas últimas horas no Estreito de Ormuz, área importante do comércio de petróleo mundial e atualmente controlada pelo Irã por conta da guerra com Israel e os Estados Unidos.
Segundo a Autoridade de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido, conhecida como UKMTO, responsável pela região, o caso mais recente foi de uma embarcação foi atingida por um 'projétil desconhecido' a 50 milhas náuticas a noroeste de Dubai.
De acordo com a UKMTO, a tripulação do navio está segura e não houve impacto ambiental.
Mais cedo, um navio cargueiro pegou fogo e foi evacuado a cerca de 11 milhas náuticas ao norte da Península de Musandam, em Omã, após ser atingido, informou a agência. Outro navio cargueiro também foi atingido na costa dos Emirados Árabes Unidos.
De acordo com um comunicado da agência, 13 navios foram atacados desde o início da guerra.
