Entenda como a criação de conteúdo virou caminho de autonomia financeira para mãe de dois filhos
Após anos dedicados a serviços de limpeza, Jessica Freitas encontrou no ambiente digital uma alternativa para reorganizar a rotina, ampliar a renda e conquistar maior independência financeira. Casada e mãe de dois filhos, ela passou de uma agenda intensa de faxinas à atuação na chamada economia dos criadores, setor que vem ganhando espaço no Brasil com modelos de monetização direta ao público.
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Antes de migrar para o digital, Jessica trabalhava como faxineira. A renda era considerada estável, mas dependia de longas jornadas e deixava pouco espaço para descanso ou planejamento. Para complementar o orçamento, chegava a assumir até três casas por dia. "Era muito cansativo e os perrengues financeiros eram constantes", relembra.
A mudança começou de forma inesperada. Após emagrecer e se sentir mais confiante, publicou um vídeo simples dançando em frente ao espelho. A repercussão foi imediata, e seguidores passaram a perguntar se ela produzia conteúdo por assinatura. O episódio revelou a ela o alcance das plataformas digitais. "Em poucas horas, eu tinha uma visibilidade que antes levava dias de trabalho pesado para conseguir", conta.
O que começou como um teste se transformou em alternativa concreta de renda. Durante um período, Jessica conciliou as faxinas com a produção de conteúdo, avaliando a viabilidade financeira da nova atividade. A decisão de se dedicar exclusivamente ao digital veio quando os ganhos passaram a apresentar regularidade. "Quando vi que conseguia pagar as contas e ainda guardar dinheiro, algo que nunca tinha conseguido antes, entendi que podia ser sustentável", explica.
Nos últimos anos, a economia dos criadores ampliou sua presença no país, impulsionada por plataformas de assinatura que oferecem maior previsibilidade de receita e autonomia profissional. Entre elas, a FanFever atua com foco na profissionalização da atividade, disponibilizando ferramentas de gestão de assinantes, pagamentos e suporte aos criadores.
Foi nesse contexto que Jessica estruturou sua atuação. Gradualmente, reduziu a carga de faxinas e, seis meses depois, deixou definitivamente os serviços de limpeza. A mudança impactou diretamente sua qualidade de vida. Atualmente, consegue investir em saúde, manter uma rotina de cuidados pessoais e formar reserva financeira mensal, algo distante em sua realidade anterior.
O processo também trouxe efeitos emocionais. "Quando percebi que podia cuidar de mim e conquistar minhas coisas com meu próprio trabalho, me senti muito mais segura. Entendi que meu crescimento depende principalmente da minha dedicação", afirma.
Após anos como diarista, Jessica Freitas encontrou autonomia no digital
Divulgação
Apesar dos avanços, Jessica reconhece os desafios do novo modelo de trabalho, especialmente em um ambiente que exige constância e exposição. Para manter o equilíbrio, passou a estabelecer pausas programadas: "Aprendi que preciso separar tempo de descanso. Se a gente não se cuida, se perde no processo".
Sua trajetória também dialoga com debates sobre maternidade e mercado de trabalho. Para ela, atuar na produção de conteúdo não é incompatível com a vida familiar. "Existe muito tabu ainda, mas é possível ter família, rotina e trabalhar com conteúdo. Não é um caminho restrito a um único perfil de mulher", diz.
Após quase três anos no digital, Jéssica resume o aprendizado como um processo contínuo. "A gente nunca sabe tudo. Está sempre aprendendo, trocando e melhorando. O resultado vem da consistência e do comprometimento", pontua. Ela destaca que contar com uma estrutura adequada é parte importante da sustentabilidade da atividade. "Ter uma plataforma que oferece recursos, segurança e suporte ajuda a transformar isso em um trabalho de longo prazo", avalia.
