Entenda a polêmica sobre macaco que participou de filme estrelado por Ingrid Guimarães

 

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A participação de um macaco no filme "Perrengue Fashion" (2025), estrelado por Ingrid Guimarães, resultou em uma disputa judicial em São Paulo envolvendo diferentes versões sobre a rotina e o uso do animal em produções e eventos. O caso envolve Katu, de 9 anos, e passou a ser analisado pela Justiça após questionamentos sobre sua documentação e condições de bem-estar.

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A empresária Camila Sayuri, responsável pelo animal, afirmou ter identificado inconsistências em registros e relatou que documentos relacionados ao macaco teriam passado por alterações para viabilizar sua participação nas filmagens. Segundo ela, a atuação do adestrador André Poloni, responsável por levar Katu ao set, está entre os pontos centrais da divergência.

Em sua versão, Camila contou que o animal foi adquirido em 2017 e que, após uma consultoria inicial com o adestrador, surgiram dúvidas sobre a autenticidade da nota fiscal apresentada à época. A partir disso, relatou ter buscado regularização junto ao órgão ambiental competente, que emitiu um documento de fiel depositário, mantendo a responsabilidade pelo animal sob sua guarda.

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O impasse se intensificou após o período em que Katu permaneceu sob cuidados do adestrador. Camila afirmou que, ao tentar reaver o animal, foi informada de que ele não seria devolvido e que teria sido encaminhado a uma instituição ambiental. Desde então, passou a relatar o caso no Instagram por meio de um perfil criado para o macaco, que reúne 86,6 mil seguidores.

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Um vídeo que circulou na internet mostrou Katu nos bastidores das gravações de "Perrengue Fashion" ao lado de Ingrid Guimarães, que aparece interagindo com o animal durante as filmagens. A participação na produção também passou a integrar a discussão judicial em andamento.

O caso chegou ao Judiciário, que determinou a transferência do animal para o Centro de Triagem e Recuperação de Animais Silvestres (Cetras), em São Paulo. Antes disso, Katu havia sido encaminhado a outro instituto especializado. A decisão não autorizou o retorno do macaco à antiga responsável, considerando entre os elementos analisados o uso do animal em atividades comerciais e apresentações públicas.

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Além do processo em andamento, a empresária afirmou ter reunido relatos e documentos adicionais ao longo dos últimos meses, incluindo um laudo veterinário sobre as condições do animal. Segundo ela, o material deve ser encaminhado ao Ministério Público para análise.

Camila também relatou ter buscado apoio do biólogo Henrique Abrahão Charles, que possui grande audiência nas redes sociais, mas afirmou que não houve intervenção no caso. Segundo ela, a justificativa estaria relacionada a vínculos pessoais com o adestrador citado na disputa. A repercussão levou internautas a comentarem o assunto nas redes do influenciador.

"Quando pediram ajuda, preferiu ficar do lado do amigo em vez de se posicionar no caso do macaco. Não entendi", escreveu um usuário. "De todo jeito esse macaquinho foi explorado, alguns seres humanos são deploráveis e nojentos", comentou outro. "Esperava uma postura diferente, já que foi procurado para opinar sobre a situação. Tomara que tudo seja esclarecido e que o Katu fique bem", escreveu outra pessoa. "É um caso delicado, envolve várias versões e merece apuração", afirmou um perfil nas redes.

Enquanto isso, Camila segue na tentativa de obter a guarda de Katu por meio das vias legais.