Encontro entre Lula e Trump será marcado por diálogo e busca por parcerias, diz Alckmin
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta segunda-feira (4) que o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, previsto para a próxima quinta-feira (7), deve ser marcado pelo diálogo e pela busca de oportunidades entre os dois países.
Segundo Alckmin, a reunião é estratégica e deve fortalecer a relação comercial e de investimentos entre os países.
O vice-presidente destacou que Lula “é o presidente do diálogo”, disse torcer para que a “boa química” entre os dois se fortaleça e classificou o encontro como uma oportunidade de ampliar parcerias entre Brasil e Estados Unidos:
“O presidente Lula é do diálogo. Toda a orientação é no sentido de fortalecer a relação Brasil-Estados Unidos. Acho que estamos vivendo um outro momento, passando o tarifaço, e agora é fortalecer essa parceria e derrubar barreiras não-tarifárias. Tem espaço na questão das big techs, terras raras, minerais estratégicos (…). Tem muita oportunidade de investimentos recíprocos.”
Ainda em entrevista coletiva, Alckmin comentou a rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). O vice-presidente lamentou a decisão do Senado e ressaltou que o advogado-geral da União tem trajetória sólida no serviço público e preparo jurídico para o cargo. Ele também avaliou que a vaga em aberto aumenta a sobrecarga de processos na Corte e afirmou que o presidente Lula já “está definindo” uma nova indicação.
Alckmin participou do encontro na Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, em São Paulo, onde discursou sobre o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
Ao fim do evento, questionado sobre o Desenrola 2, lançado nesta segunda-feira pelo governo federal, o vice-presidente negou que a nova etapa do programa tenha caráter eleitoral e afirmou que a iniciativa dá continuidade a uma política já em andamento, voltada à redução do endividamento das famílias e à oferta de crédito com juros mais baixos.
