Encontro entre Lula e Trump pode ficar para abril ou maio, dizem interlocutores do governo

 

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O encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump pode demorar ao menos dois meses para ocorrer. Segundo interlocutores do governo Lula, a escalada do conflito no Oriente Médio alterou prioridades da política externa americana e contribuiu para reduzir a margem de agenda da Casa Branca nas últimas semanas.

Nos bastidores, auxiliares reconhecem que a reunião pode ficar para abril ou até maio, diante da dificuldade de conciliar agendas e do impacto da crise internacional no ritmo da diplomacia. Mas não descartam que aconteça ainda em março, mês inicialmente previsto para o encontro.

Até lá, representantes dos dois países negociam acordos em várias frentes: segurança, tarifas comerciais, minerais críticos, entre outros, para serem anunciados quando a reunião entre os dois mandatários finalmente acontecer em Washington.

A guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já vinha sendo citada como um dos fatores capazes de adiar a reunião entre os dois presidentes, inicialmente prevista para março. A escalada militar na região ampliou as tensões internacionais e introduziu novos temas na agenda diplomática global.

O conflito começou no fim de fevereiro, quando EUA e Israel lançaram ataques contra alvos iranianos, desencadeando uma série de retaliações e episódios militares na região do Golfo. A crise passou a dominar parte da agenda internacional de Washington, segundo avaliações diplomáticas.

Apesar do cenário, interlocutores afirmam que o diálogo entre Brasília e Washington permanece aberto e que a realização do encontro entre Lula e Trump continua sendo considerada pelos dois governos. A expectativa do governo brasileiro é que a reunião ocorra assim que as agendas presidenciais permitirem, mesmo que o calendário inicialmente discutido precise ser ajustado.