Empresário preso por matar gari em BH vai a júri popular

 

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O empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, que está preso por matar o gari Laudemir Fernandes, em Belo Horizonte, vai a júri popular. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (28) pela da juiza Ana Carolina Rauen Lopes, do 1º Tribunal do Júri da capital mineira, depois de encerrada a fase de instrução processual.

A defesa ainda pode recorrer, mas se mantida a pronúncia do réu em segunda instância, o Tribunal então poderá marcar a data do julgamento.

Na mesma decisão, a juíza novamente negou o pedido de sigilo do caso feito pela defesa e, ainda, manteve a prisão preventiva de Renê até o dia do julgamento. A CBN entrou em contato com os advogados do empresário e aguarda um posicionamento.

Além do homicídio qualificado cometido contra o gari Laudemir Fernandes, o empresário também responde por ameaça contra a motorista do caminhão de coleta de lixo, Eledias Aparecida Rodrigues.

Conforme a denúncia criminal do Ministério Público de Minas, Renê atirou em Laudemir depois de reclamar que teve dificuldades para conseguir passar com o carro em uma avenida da região Oeste de BH, onde a equipe de coleta urbana trabalhava. Segundo as investigações, a motorista manobrou o caminhão e liberou a passagem para o empresário, que mesmo assim, a ameaçou com uma arma e, em seguida, atirou, atingindo Laudemir, que não resistiu aos ferimentos.

Depois do crime, Renê foi trabalhar normalmente. Em seguida, voltou para casa, em Nova Lima, na região metropolitana de BH, passeou com os cachorros e foi para a academia, onde foi preso pela Polícia Militar. Durante o processo, o réu negou que tenha passado pelo local do crime, depois cofessou que fez o disparo, mas disse que não teve a intenção de matar Laudemir.

Conforme as investigações, a arma utilizada pelo empresário pertence à mulher dele, a delegada da Polícia Civil de Minas Ana Paula Balbino. Durante o inquérito, a Corregedoria comprovou que a delegada sabia que o marido usava a arma dela e apontou que Ana Paula teve ciência do crime, mas mesmo assim não agiu contra Renê.

Por isso, ela foi denunciada por porte ilegal de arma de fogo, por empresar a pistola ao marido, e prevaricação. O processo criminal da delegada foi desmembrado e tem possibilidade de acordo, segundo Ministério Público de Minas. Desde o crime, Ana Paula Balbino está afastada das funções.