Empresário é preso pelos crimes de estupro qualificado e importunação sexual contra cinco mulheres no AM
Um empresário de 54 anos teve a prisão temporária convertida para prisão preventiva por importunação sexual e estupro qualificado contra cinco mulheres pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) na última quinta-feira (30). O caso aconteceu em Itacoatiara, cidade a 176 quilômetros da capital Manaus. De acordo com a corporação, as vítimas são funcionárias de um supermercado no qual o investigado é proprietário.
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A Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Itacoatiara prendeu o homem no dia 1º de abril, após mais de um mês de investigações. A prisão passou a ser preventiva após a polícia identificar que ele poderia oferecer riscos às mulheres. Nesta unidade que o caso foi registrado quando uma das vítimas prestou depoimento, em 20 de fevereiro deste ano, em que relatou que havia sofrido importunação sexual e estupro do dono de uma rede de supermercados onde trabalhava.
Essa vítima relatou que a importunação sexual teve início em seu segundo mês de trabalho na empresa, em dezembro do ano passado, inclusive na presença de outros funcionários do supermercado. O caso foi agravado no início de fevereiro, dias antes de ela procurar a delegacia. A mulher contou que o empresárioa chamou até sua sala e a beijou contra sua vontade, usando força física, relatou a delegada Renata Viana, à frente das investigações, ao falar com a imprensa.
— Ela relatou que começou a trabalhar em novembro de 2025 e, já no mês seguinte, passou a sofrer importunação sexual contínua por parte do suspeito, que a tocava e fazia propostas inadequadas. A vítima também disse que se sentia humilhada, pois alguns comentários eram feitos diante de outros funcionários, causando constrangimento. Apesar de pedir várias vezes para que as atitudes cessassem, o homem continuou, agindo com deboche e fazendo afirmações ofensivas — disse a delegada para a imprensa na última quinta-feira, após a prisão do homem.
Após essa denúncia, foi iniciada a investigação que resultou num pedido de prisão temporária do suspeito, em que foi deferida e cumprida em 1° de abril. Desde então foram constatadas mais quatro vítimas. As mulheres também eram funcionárias do estabelecimento, e relataram terem sofrido os crimes da mesma forma.
Um dos elementos que fez com que a prisão fosse convertida em preventiva, passados 30 dias, foi que, antes de ser detido, o empresário usava de sua posição de superior para intimidar as vítimas, segundo a polícia.
— As novas vítimas relataram que o suspeito agia da mesma forma que com a primeira vítima. Segundo os depoimentos, há indícios da materialidade dos crimes, com base no relato de pelo menos cinco vítimas. Todas afirmam de forma categórica que ele adotava um padrão de comportamento, aproveitando-se da posição de superior, chamando as funcionárias para o escritório, desligando as câmeras de segurança e, então, cometendo os abusos — disse a delegada.
O homem vai responder pelos crimes de estupro qualificado e importunação sexual, e ficará à disposição da Justiça.
