Empresária que matou duas adolescentes envenenadas pode ser assassina em série
Uma empresária presa em Londres (Inglaterra) acusada de matar duas adolescentes na Colômbia com framboesas cobertas de chocolate envenenadas pode ser uma assassina em série.
Zulma Guzmán Castro, acusada de duplo homicídio, foi presa pelo envenenamento de Ines de Bedout, que tinha 14 anos, e de sua amiga Emilia Forero, de 13.
Porém essas podem não ser as únicas mortes ligadas a Zulma, ex-participante do programa "Shark Tank Colômbia", um reality show sobre empreendedorismo, acredita a polícia.
A empresária pode estar por trás da morte da ex-esposa do seu antigo companheiro e de uma cunhada.
A colombiana, que é fundadora da empresa de compartilhamento de carros elétricos Car B, está sob custódia na Inglaterra enquanto aguarda audiência de extradição. Ela foi presa quando estava no Rio Tâmisa e planejava fugir para o Brasil, contou o "Sun".
De acordo com investigadores, Zulma matou Ines, filha de Juan de Bedout, que fora companheiro dela, num ato de vingança após ele terminar o relacionamento e passar a viver com uma ex-amante.
Ines de Bedout (à esquerda) e Emilia Forero: vítimas de envenamento na Colômbia
Reprodução
A polícia suspeita do envolvimento de Zulma na morte da ex-esposa de Juan, que faleceu em agosto 2021. Um médico da família afirmou que a paciente tinha níveis inexplicavelmente altos de tálio no corpo, o mesmo metal pesado usado para envenenar as duas estudantes. Ela começou a perder o cabelo e sofreu dores insuportáveis nas pernas antes da morte.
A Procuradoria-Geral da Colômbia revelou agora outro suposto envenenamento, dizendo que a vítima era uma parente de Castro, identificada localmente como sua cunhada, Elvira Restrepo. O caso tem semelhança com as outras mortes ligadas a Zulma.
"Esta investigação foi conduzida do ponto de vista técnico com o que podemos chamar de sucesso extraordinário", afirmou a procurdora-geral, Luz Adriana Camargo. "O que sabemos, o que a equipe de investigadores descobriu, é que o incidente no qual a Sra. Zulma Guzmán está supostamente envolvida, relacionado às mortes das duas meninas, não é um caso isolado. Temos provas claras de outro caso, ocorrido há cerca de um ano, envolvendo um parente da Sra. Guzmán. O método de envenenamento é o mesmo e a unidade de investigação criminal obteve provas científicas que corroboram um caso semelhante de envenenamento em circunstâncias muito parecidas", acrescentou ela.
