O pessoal ocupado do setor de serviços ganhava, em média, 2,2 salários mínimos em 2024, apurou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em sua Pesquisa Anual de Serviços (PAS), cuja edição de 2024 foi veiculada nesta quinta-feira (27).
Os salários pagos naquele ano, por empresas do setor, alcançaram R$ 644,2 bilhões.
Devido a mudanças metodológicas feitas pelo IBGE, os dados do estudo não podem ser comparados com resultados de anos anteriores, informou Marcelo Miranda, pesquisador do instituto.
Ao detalhar o estudo, o especialista destacou a importância do setor de serviços para o mercado de trabalho brasileiro.
“O setor emprega quase 16 milhões [15,9 milhões] no país.
É uma das principais atividades em termos de empregabilidade”, disse.
A média salarial paga em 2024 pela economia de serviços abrange sete grandes segmentos, que se desdobram em 34 atividades.
Por segmentos, o maior salário médio no setor foi pago por serviços de informação e comunicação (4,5 salários mínimos), seguido por outras atividades de serviços (2,9 salários mínimos) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (2,7 salários mínimos).
Já os menores salários médios foram registrados em serviços de manutenção e reparação, atividades imobiliárias e serviços prestados principalmente às famílias, os três com média de 1,5 salário mínimo.
Por atividades, o IBGE informou que transporte dutoviário pagou o maior salário médio, em 2024.
O segmento teve média de 21,1 salários mínimos naquele ano, seguido por transporte aquaviário (6,9 salários mínimos) e transporte aéreo (6,6 salários mínimos).
Os menores patamares de salário em atividades, por sua vez, foram registrados em atividades de manutenção e reparação; atividades de apoio à agricultura, pecuária e produção florestal; e atividades de esgoto, coleta, tratamento e disposição de resíduos e recuperação de materiais, os três com média de 1,9 salário mínimo.
