Emirados Árabes acusam Irã de atacar petroleiro no Estreito de Ormuz enquanto Teerã se aproxima de acordo com Omã

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Os Emirados Árabes Unidos acusaram neste sábado o Irã de lançar um "ataque hostil" contra um petroleiro pertencente à empresa estatal Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc) que navegava pelo Estreito de Ormuz. Segundo a Adnoc, uma de suas embarcações foi alvo de mísseis, sem deixar vítimas. Na sexta-feira, nota da petrolífera havia afirmado que, desde o início da guerra, 15 de seus navios foram atacados em Ormuz, "incluindo três apenas nesta semana". Negociação: Catar e autoridade americana apontam chance de acordo entre EUA e Irã, que quer cobrança de 'taxa de serviço' em Ormuz Impasse: Trump afirma que EUA e Irã negociam e alerta para 'última oportunidade' Posteriormente, a agência marítima britânica UKMTO informou que um projétil atingiu uma embarcação em frente à costa de Omã. O ataque provocou um incêndio, mas não deixou vítimas. A agência não especificou se se tratava do mesmo ataque relatado pelos Emirados Árabes. Os incidentes evidenciam os riscos que permanecem para os operadores de navios que tentam fazer a travessia durante o conflito, enquanto o Irã insiste em manter o controle sobre a via marítima por onde, antes da guerra, transitavam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo. Sem mencionar o Irã, o Ministério das Relações Exteriores de Omã condenou neste sábado "os ataques reiterados contra navios que transitam" pela via. Saiba quais são: Irã diz que reabertura do Estreito de Ormuz depende não de acordo com Omã, mas de EUA aceitarem exigências Há semanas em negociações com Omã, o Irã reiterou neste sábado que está "muito perto" de anunciar oficialmente um acordo sobre uma nova rota de trânsito marítimo no Estreito de Ormuz e sobre a gestão futura da passagem. Ao afirmar que as conversas com Muscat estão "na etapa final", o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, ponderou, porém, que qualquer acordo não resultará na reabertura imediata do estreito, sinalizando que um eventual alívio para o abastecimento de energia pode ser limitado. — A abertura do estreito está condicionada a outras condições, incluindo a compensação pelas violações dos Estados Unidos ao Acordo de Islamabad — acrescentou Araghchi, em referência ao memorando de entendimento assinado em junho e que já expirou. Diz TV: Militares dos EUA pedem ideias 'criativas' às tropas para pressionar o Irã Veja fotos do Estreito de Ormuz, foco de tensão entre Irã e Estados Unidos Não está claro como Washington — que o Irã insiste em dizer que não faz parte do acordo sobre Ormuz — reagirá a um eventual entendimento. O presidente dos EUA, Donald Trump, tem afirmado há meses que a navegação pelo estreito deve ser retomada sem restrições, ameaçando realizar novos ataques contra o Irã caso a via marítima não seja reaberta. Desde o início do conflito, o Irã impôs um bloqueio efetivo do estreito e pretende cobrar aos usuários pela passagem, medida à qual os Estados Unidos se opõem firmemente. Os EUA também mantêm um bloqueio naval aos portos iranianos. Citando um funcionário americano, a Reuters informou que os EUA suspenderão a medida assim que for anunciado um acordo entre Omã e Irã para restaurar o transporte comercial marítimo. Os preços do petróleo oscilaram entre altas e baixas nesta semana, enquanto os operadores acompanhavam as perspectivas de um acordo que deve abrir caminho para a retomada do fornecimento de milhões de barris de petróleo do Golfo Pérsico. O Brent encerrou a sessão acima de US$ 83 por barril, registrando a terceira semana consecutiva de queda.

O tráfego pelo ponto de estrangulamento marítimo permanece em grande parte bloqueado desde o início da guerra, mas alguns navios continuaram transportando cargas como parte de um programa de transporte contínuo que conta com o apoio das Forças Armadas dos EUA. Muitos fizeram as viagens com os transponders desligados, dificultando o rastreamento das embarcações. “Os acordos para reabrir o Estreito de Ormuz continuam difíceis de alcançar, deixando os investidores em uma situação de equilíbrio instável”, afirmou Rob Haworth, diretor sênior de estratégia de investimentos do US Bank Wealth Management. “Por enquanto, o tráfego permanece baixo e o caminho para um acordo duradouro continua incerto.” *Bloomberg AFP

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