Embraer (EMBJ3) sobe 5% com negócio de dez aeronaves a Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos
A fabricante brasileira de aeronaves Embraer anunciou nesta segunda-feira que a Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos acertou em contrato a compra de 10 aeronaves militares, do cargueiro modelo C-390, com opção de compra para mais 10.
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Por conta do negócio, os papéis da Embraer (EMBJ3) chegaram a avançar 5,4% nesta segunda-feira, aos R$ 81,25, em sentido contrário ao Ibovespa, que operava em baixa.
Diferentemente do KC-390, o modelo contratado não possui capacidade de reabastecer outras aeronaves em voo. Esta é a primeira seleção do modelo em uma força combatente do Oriente Médio.
“Esta aeronave revolucionária e comprovada em missão fornecerá à Força Aérea e de Defesa Aérea a versatilidade e o desempenho necessários para realizar uma ampla gama de missões, a qualquer hora e em qualquer lugar, nas próximas décadas”, disse em comunicado Bosco da Costa Junior, CEO da Embraer Defesa e Segurança.
O chefe da entidade nacional responsável por fomentar o ecossistema de defesa e segurança do país, Nasser Humaid Al Nuaim, afirmou que o contrato vai permitir um “aprimoramento operacional significativo para a capacidade de transporte aéreo militar” dos emirados.
Nasser Humaid Al Nuaimi, do Tawazun, assina contrato junto ao CEO da Embraer Defesa, Bosco da Costa Junior; ao centro, Sheikh Mansour bin Zayed Al Nahyan, vice-presidente e vice-primeiro-ministro dos EAU
Eissa Al Hammadi / Divulgação / UAE Presidential Court
Contrato esgota capacidade de produção, diz banco
Para o banco americano Citi, os pedidos adicionam US$ 700 milhões em backlog (receita contratada) à Embraer, desconsiderando possíveis descontos. O maior pedido internacional da aeronave até o momento também faz com que, segundo os analistas de pesquisa econômica do Citi, a capacidade produtiva do modelo nas linhas da companhia tenha atingido o limite:
“Considerando o ciclo médio de entrega do C-390, de aproximadamente 30 meses entre as primeiras peças e a entrega final, o anúncio de hoje praticamente deixa a linha de produção da Embraer totalmente comprometida até o fim da década, já que a empresa atualmente entrega cerca de 5 aeronaves por ano e possui 32+19 unidades em carteira”, diz trecho da análise.
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