Embaixadora norueguesa renuncia após revelação de que Epstein teria deixado herança para os filhos dela
A embaixadora norueguesa na Jordânia, Mona Juul, anunciou nesta segunda-feira (9) ter renunciado ao cargo por conta da sua ligação com Jeffrey Epstein mostrada nos documentos dos arquivos Epstein.
Segundo um dos arquivos, o criminoso sexual deixou US$ 10 milhões para os filhos de Juul em um testamento elaborado pouco antes de seu suicídio em uma cela de prisão de Nova York, em 2019.
O ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, disse que o contato dos dois demonstrou uma 'grave falha de julgamento' e a investigação sobre o tema continuará.
Ela declarou à agência de notícias norueguesa NTB que havia sido 'impreciso' descrever seu contato com Epstein como mínimo, mas que o contato teve origem na relação de seu marido com Epstein e que ela não tinha nenhum relacionamento social ou profissional independente com ele.
O contato havia sido esporádico e privado, e não fazia parte de suas funções oficiais no governo, afirmou.
Chefe de comunicação de premiê britânico renúncia ao cargo após polêmica envolvendo Epstein
Donald Trump ao lado do premiê britânico, Keir Starmer.
Christopher Furlong / POOL / AFP
O chefe de comunicações do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, renunciou ao cargo. É a segunda grande baixa do governo desde que surgiram informações de que Starmer nomeou o ex-embaixador Peter Mandelson mesmo sabendo da conexão dele com o criminoso Jeffrey Epstein.
Tim Allan afirmou em comunicado que decidiu renunciar para permitir que uma nova equipe fosse formada. Ele assumiu o cargo apenas em setembro do ano passado e estava a cerca de cinco meses.
Allan é também o quarto diretor de comunicações a demitir-se do gabinete de Starmer.
Nesse domingo (8), o chefe de gabinete do primeiro-ministro britânico, Morgan McSweeney, também renunciou ao cargo.
Em um comunicado, ele afirmou que a indicação foi um erro de julgamento e reconheceu que a decisão provocou danos políticos ao governo. A renúncia ocorre em meio a forte pressão da oposição e de parlamentares do próprio Partido Trabalhista, que cobraram explicações sobre os critérios adotados na escolha do diplomata.
“A decisão de nomear Peter Mandelson foi errada. Ele prejudicou nosso partido, nosso país e a própria confiança na política”, disse McSweeney em comunicado.
A crise é considerada a mais grave enfrentada por Keir Starmer desde que assumiu o cargo de primeiro-ministro, há 18 meses.
O primeiro-ministro afirmou que Mandelson 'retratou Epstein como alguém que mal conhecia'. Em um discurso na quinta-feira (4), ele disse: 'Lamento (às vítimas)... ter acreditado nas mentiras de Mandelson e tê-lo nomeado'.
Starmer demitiu Mandelson em setembro, após a divulgação de e-mails que mostravam que ele mantinha amizade com Epstein mesmo após a condenação do financista em 2008 por crimes sexuais envolvendo uma menor.
Epstein morreu por suicídio em uma cela em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações federais nos EUA de abuso sexual contra dezenas de meninas.
