Em vídeo, mãe de Oruam nega risco de fuga do rapper para o exterior e chora: 'Meu filho adoeceu'

 

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A mãe de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, usou as redes sociais na manhã desta terça-feira (10) para se manifestar após a Polícia Federal (PF) receber orientação para prender o rapper se ele tentar sair do país. Considerado foragido pela Justiça após descumprir regras do monitoramento eletrônico, o cantor teve ordem da prisão restabelecida por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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Em um vídeo, Márcia Nepomuceno negou que o filho pretenda fugir do Brasil e criticou s informações divulgadas sobre o caso. Abalada, ela afirmou que a situação do rapper é “séria” e reconheceu que houve descumprimento das medidas impostas pela Justiça.

— Eu vi uma matéria falando que a Polícia Federal foi comunicada de que meu filho pretende sair do Brasil, pretende fugir. Deixa eu dizer uma coisa para vocês: isso não é verdade — disse.

No desabafo, Márcia declarou ser favorável ao cumprimento da lei e afirmou que o filho enfrenta problemas de saúde. Ela também fez um apelo para que o cantor se apresente às autoridades.

— Eu sou mãe, mas sou a favor da lei, sou a favor do certo. Eu sei que houve um descumprimento das medidas cautelares e, mediante isso, foi pedido novamente a prisão do meu filho. Todo mundo viu que ele adoeceu muito. Ele tenta ser forte, tenta mostrar que está bem, mas meu filho adoeceu. Eu quero que ele se entregue — afirmou, visivelmente emocionada.

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Oruam passou a usar tornozeleira eletrônica após deixar a prisão, em 30 de setembro do ano passado. Desde então, violou o monitoramento 66 vezes, segundo a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). Todas as ocorrências teriam sido provocadas pela falta de carregamento do equipamento.

Diante das infrações sucessivas, o STJ revogou o habeas corpus anteriormente concedido ao rapper e determinou o restabelecimento da prisão. Na decisão mais recente, o ministro Joel Ilan Paciornik apontou que o artista descumpriu de forma reiterada a medida cautelar, principalmente durante a noite e aos fins de semana.

Segundo o magistrado, o cantor permaneceu por longos períodos com a tornozeleira sem bateria — em alguns casos, por até dez horas — o que gerou “lacunas nos mapas de movimentação do acusado” e tornou a fiscalização “ineficaz”.

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