Em 'Três Graças', Ferette nega divórcio para Zenilda: 'Ela é o ponto fraco dele', diz Murilo Benício
Nos capítulos recentes de “Três Graças”, Ferette (Murilo Benício) viu sua família desmoronar depois que Zenilda (Andreia Horta) saiu de casa ao descobrir a traição do marido com sua ex-amiga, Arminda (Grazi Massafera). A amante se aproveitou da situação e foi morar de mala e cuia com o vilão. Agora, Ferrete tenta driblar a presença da dondoca, que rapidamente assumiu o posto de mulher oficial do executivo.
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— Ferette está numa posição em que ele não queria estar. Ele queria Arminda apenas como amante. Só ela está feliz com essa situação. A doida está achando tudo normal, e agora vamos explorar a importância que a família tem para ele, mesmo que seja controverso dizer isso. Sem os parentes por perto, o mundo dele desaba de uma certa forma — analisa Murilo, de 54 anos.
Nos próximos dias, o empresário tenta a todo custo reatar com a mulher, mas a advogada ameaça denunciar o esquema de remédios falsos caso ele não entregue os documentos para o divórcio.
O intérprete de Ferrete é do time que defende o amor de seu personagem pela mulher.
— Seria óbvio ele não gostar da mulher e ter uma amante. Acho muito mais interessante esse imbecil amar Zenilda e, mesmo assim, ter um caso fora do casamento. É muito comum um homem bem-sucedido na família fazer uma besteira dessa. Zenilda é tudo na vida dele. Sem ela, tudo deixa de fazer sentido. Ela é o ponto fraco dele, e isso o deixa vulnerável — enfatiza o ator.
Sem redenção
Ferette (Murilo Benício) chega a engasgar ao saber que Rogério (Eduardo Moscovis) está vivo e na casa de Arminda (Grazi Massafera), em "Três Graças"
Fábio Rocha/Rede Globo/Divulgação
De todo modo, para Murilo, nem a atual situação do vilão, sem a família por perto, é capaz de transformar o coração do corrupto. Ele não vislumbra uma redenção para Ferette.
— Ele é capaz de se matar, mas não dá o braço a torcer. Numa novela, tudo é possível, né? Mas são poucas as pessoas que conseguem se livrar de uma criação machista e retrógrada. A pessoa tem que realmente estar a fim de mudar o pensamento. Tem gente que não entende que rever a sua educação pode ser um caminho. Muitos viveram uma época em que não se questionava a educação recebida. Você nascia machista, preconceituoso e se mantinha assim — teoriza.
Vida real
O próprio ator precisou se reeducar para se livrar de amarras machistas carregadas desde a adolescência, vivida nos anos 1980.
— Não tinha gay na minha escola, por exemplo. Na verdade, é claro que tinha, só que ninguém podia se assumir homossexual. Até hoje estou me desconstruindo. A minha sorte é que tive a oportunidade de descobrir o teatro e gostei disso — afirma o ator, que passou a se interessar pelos palcos aos 10 anos: — Muito cedo eu já conheci um mundo diferente e muito mais interessante daquele que era ensinado a mim. Fui me desconstruindo desde então. Mas esse é um caminho que nem todo mundo tem ou quer. Muitos não dão o braço a torcer. O Ferette é bem esse tipo.
Ferette (Murilo Benício) em 'Três Graças'
Rede Globo/Reprodução
Cena difícil e repercussão
Ensaio demorado: para as cenas em que Zenilda parte pra cima de Arminda após descobrir a traição de Ferette, os atores chegaram cedo para ensaiar com Luiz Henrique Rios, diretor artístico da novela. “Foi muito difícil gravar essa cena. Esse tipo de sequência tem muita ação, e ela vem carregada de emoção. A gente tem que estar muito atento para ninguém se machucar. Foi tudo bem calculado”, detalha Murilo.
Puxão surpresa: o ator conta que na mesma sequência foi inserido um puxão que não existia no texto original. “Todos os movimentos tinham tapa, mas não puxão. A gente que botou. Era preciso estudar essa coreografia para que ficasse mais seguro também no momento de filmar”.
Repercussão: Murilo confirma que o público não compactua com as ações controversas de Ferette. “Todo mundo vai contra ele. Mas o público se diverte. A Arminda é uma pessoa que agrada a todo mundo, mas é uma louca que empurrou o outro lá da escada. Tem esse lugar lúdico que o espectador entende. Não é como antigamente, que batiam na gente no meio da rua”, compara.
Para sempre Tufão: depois de 14 anos e tantos outros trabalhos, o público sempre se recorda de Tufão, personagem do ator em “Avenida Brasil” (2012). “Hoje estou matando na novela, mas pessoas na rua me falam: ‘E aí, Tufão?’ (risos)”, conta citando seu personagem mais popular na TV.
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