Em situação inédita, presidente interino da Alerj deve assumir temporariamente governo do estado

 

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Uma situação inédita deve ocorrer no Rio de Janeiro, na próxima segunda-feira (2), quando o presidente interino da Alerj, Guilherme Delaroli, pode assumir temporariamente o governo do estado. A situação chama atenção porque não Delaroli não está formalmente na linha sucessória constitucional. Ou seja, um acordo foi necessário para evitar que o Executivo fique sem comando.

O cenário começou a se desenhar após o governador Cláudio Castro viajar para a Europa nesta quarta-feira. Em nota, o Estado confirmou que Castro tem na agenda comproissos relacionados ao meio ambiente, energia e tecnologia, na Dinamarca, Itália e Inglaterra. O retorno ao Rio de Janeiro está previsto para o dia 7 de fevereiro.

Como o estado está sem vice-governador desde a saída de Thiago Pampolha, no ano passado, a sucessão imediata passa ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto. No entanto, o magistrado também tem viagem marcada para este domingo, o que abre caminho para que Delaroli assuma o comando do Palácio Guanabara, a partir de segunda-feira (29), ainda que de forma interina.

O caso é tratado como atípico porque resulta do desmonte recente da linha sucessória estadual. Além da vacância da vice-governadoria, o presidente titular da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, está afastado do cargo, o que levou a Casa a ficar sob comando interino. Com isso, a sucessão passou a depender de arranjos administrativos e interpretações jurídicas para garantir continuidade institucional.

Na prática, a situação pode levar a um cenário raro: o estado ser comandado por um político que não aparece diretamente na cadeia sucessória prevista originalmente, criando uma solução considerada excepcional para evitar um vácuo de poder. A tendência é que Delaroli permaneça no cargo por cerca de uma semana, período que deve servir como teste político e administrativo para o parlamentar.

O episódio também ocorre em meio às discussões sobre o futuro do governo estadual. Há expectativa de que Cláudio Castro renuncie entre março e abril para disputar uma vaga no Senado. Caso isso se confirme, o presidente do TJ seria novamente chamado para assumir e chamar novas eleições indiretas, com os 70 parlamentares votando em um nome para chefiar o Rio até janiero de 2027.