Em Santa Teresa, o festival 'Anima Santa' reúne espetáculos infantis e diferentes formas de dar vida à imaginação

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Bonecos, contação de histórias e personagens que atravessam mundos imaginários fazem parte da programação do Festival de Teatro de Animação para Crianças, que ocupa o Teatro Municipal Ruth de Souza, em Santa Teresa, até 1º de novembro, sempre às 11h. A iniciativa nasceu da vontade da produtora e crítica teatral Paty Lopes de levar ao festival os colegas do laboratório de teatro de animação do Sesc Tijuca, cujos trabalhos já integraram a mostra local do projeto Palco Sesc Giratório. Sob orientação do professor, ator e manipulador de bonecos Márcio Nascimento, os artistas apresentam montagens que exploram diferentes possibilidades das formas animadas. Para Paty, a parceria com o professor representa uma oportunidade de aprofundar a pesquisa artística e ampliar o espaço para novos trabalhos na cena teatral. “Ter o artista Márcio Nascimento como professor e orientador é um ganho artístico tremendo para quem está pesquisando as formas animadas”, destaca a idealizadora. Com raízes em manifestações populares, como o mamulengo nordestino, o teatro de animação consolidou-se como uma linguagem que combina técnica, imaginação e experimentação. Nas últimas décadas, também ganhou espaço na abordagem de questões contemporâneas. Um exemplo é "Azul", da Artesanal Cia. de Teatro, que trata da neurodiversidade e das relações familiares por meio da manipulação de bonecos. A montagem recebeu os prêmios APCA de Melhor Espetáculo Infantil e APTR, reforçando o reconhecimento dessa linguagem no teatro brasileiro. Para o professor Márcio Nascimento, apresentar estes trabalhos para o público infantil reforça a responsabilidade social e estética do teatro: "Trazer novidades e experimentações para o mercado de teatro infantil é fundamental. O teatro de animação permite criar mundos poéticos únicos e dialogar com as crianças de forma direta e transformadora." Confira a programação Dias 24 e 25 de outubro O Pato do Imperador Na história, uma trupe mambembe chega ao Reino de Anarinacheirabufa depois de atravessar o mundo compartilhando sua arte. Famintos, os artistas encontram um pato e veem nele a chance de conseguir uma refeição. O que parecia uma solução para a noite, porém, se transforma em uma acusação quando descobrem que a ave pertence ao imperador. Entre o humor e a crítica social, a montagem questiona a ideia de nobreza e mostra que ela pode estar muito mais nas atitudes do que nos títulos ou nas posses. A Aventura de Obax Obax é uma menina que afirma ter visto uma chuva de flores cair sobre a savana onde vive. Como a água já é rara naquele lugar, ninguém acredita em seu relato. Determinada a provar que não inventou a história, ela parte pelo mundo com Nafisa, seu amigo elefante, em busca de uma nova chuva de flores. Com contação de histórias e teatro de formas animadas, a peça aborda amizade, imaginação e o direito das crianças de serem ouvidas. Dias 31 de outubro e 1º de novembro Maria Bonita e a Peleja com o Sol A montagem apresenta Maria Deia, a primeira mulher a integrar o cangaço, em um último encontro com o Sol. Durante essa conversa, ela revisita o amor por Lampião, os desafios da vida no cangaço e as escolhas que marcaram sua trajetória. Diante do astro, seu único ouvinte, a cangaceira compartilha lembranças e transforma o encontro em um relato poético sobre sua vida. A Escola de Punks Na montagem da Cia. Mini Ato de Teatro, os bonecos Billy “The Punk” e Avril Larvinha levam o universo do punk rock ao palco. Entre músicas, humor e trapalhadas, a dupla de roqueiros descobre, junto com o público, que ainda tem muito a aprender sobre o que significa ser punk. Bolo da Vovó Com bonecos de Karina Lisboa, a peça acompanha uma avó que prepara a casa com carinho para receber a família. Enquanto faz um bolo, ela recorda com alegria os momentos vividos ao lado dos netos. Uma ligação inesperada, no entanto, muda seus planos. Diante da frustração, a personagem precisa lidar com a situação com a mesma doçura com que prepara o bolo, em uma história sobre afeto, expectativas e os imprevistos do cotidiano. “Bolo da vovó” no Anima Santa Divulgação / Claudia Dantas Ficou animado? Confira as condições gerais aqui! Anima Santa

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