Em sabatina, Zema critica penas do 8 de Janeiro e defende privatizações - QTU Questões do Universo

Em sabatina, Zema critica penas do 8 de Janeiro e defende privatizações

Fonte: Bandeira da fonte

O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, foi o primeiro entrevistado da série de sabatinas da TV Globo com os presidenciáveis nesta semana.
Durante a entrevista, Zema abordou temas como a dívida pública e o endividamento de Minas Gerais, privatizações, uma possível reforma da Previdência, segurança pública, leis trabalhistas, feminicídio e a tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.
Ao falar sobre o 8 de Janeiro, Zema afirmou discordar das punições e das penas aplicadas aos envolvidos nos atos.
Segundo ele, não há, na história, uma tentativa de golpe caracterizada por vandalismo e depredação como a registrada em Brasília.
O candidato também defendeu as privatizações de estatais realizadas durante sua gestão em Minas Gerais e afirmou que pretende adotar a mesma política em empresas públicas brasileiras que, segundo ele, são subaproveitadas.
Sobre a dívida de Minas Gerais, Zema afirmou que o endividamento foi contraído por governos anteriores e disse não ter feito novos empréstimos durante sua administração.
Ele declarou ter destinado mais de R$ 23 bilhões ao pagamento de aposentadorias e outros R$ 13 bilhões à dívida do estado com a União.
A afirmação foi contestada pela jornalista Renata Vasconcellos.
Durante a entrevista, ela lembrou que o pagamento da dívida de estados com a União ficou suspenso por decisões judiciais, incluindo uma determinação do Supremo Tribunal Federal.
Nesse período, estados que recorreram à Justiça deixaram de pagar as parcelas à União, o que permitiu a utilização desses recursos em outras áreas.
Na área de segurança pública, Zema afirmou ter como inspiração o modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele, especialmente a política de encarceramento em massa.
O candidato também criticou o sistema de Justiça brasileiro, que classificou como lento e um dos mais caros do mundo.
Questionado sobre os métodos utilizados por Bukele, porém, Zema afirmou que não pretende reproduzi-los no Brasil e que pretende atuar dentro da lei.
Segundo ele, a experiência de El Salvador é uma referência porque teria contribuído para uma forte redução dos homicídios no país.
Zema também defendeu a simplificação das leis trabalhistas e a criação de um regime de trabalho por hora.
Como exemplo, citou estudantes que têm dificuldade para conciliar os estudos com um emprego convencional.
A proposta, segundo ele, permitiria que os jovens estudassem durante a semana e trabalhassem por hora nos fins de semana, em um modelo já adotado em outros países.
Ao tratar do combate ao feminicídio, o candidato afirmou que ampliou o número de delegacias especializadas no atendimento às mulheres em Minas Gerais e disse que pretende levar políticas semelhantes para todo o país.