Em sabatina, Flávio Bolsonaro não explica destino de recursos obtidos com Vorcaro e admite erro do irmão no caso do tarifaço - QTU Questões do Universo

Em sabatina, Flávio Bolsonaro não explica destino de recursos obtidos com Vorcaro e admite erro do irmão no caso do tarifaço

Fonte: Bandeira da fonte

O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, não apresentou explicações sobre a destinação dos recursos obtidos junto ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Na sabatina do Jornal Nacional, o senador afirmou que não firmou "contrato com ninguém", e que somente autorizou o uso de imagem dele.
Em maio, foram revelados áudios de Flávio pedindo R$ 61 milhões ao banqueiro para a produção do filme Dark Horse.
"Não tem nada de errado um filho buscar dinheiro para um filme sobre a vida do pai", afirmou.
Também que quando o The Intercept revelou a troca de mensagens com Vorcaro, ele pediu à produtora Go Up, responsável pelo filme, detalhes das transações do financiamento.

Em investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre supostos desvios de emendas parlamentares para um instituto da dona da produtora, Karina Ferreira da Gama, foram apresentados suposta prestação de contas sobre o filme.
Porém, ao g1, o perito contratado pela produtora afirmou que não teve acesso ao fundo americano que recebeu recursos de Vorcaro e não apresentou notas fiscais, comprovantes de transferências, nomes de financiadores nem o caminho percorrido por R$ 75 milhões.
Ao ser questionado sobre quais garantias poderia apresentar aos eleitores de que não vai tentar um golpe de estado como ocorreu nos atos de 8 de Janeiro, o senador criticou a condenação do pai e disse que ele foi julgado por inimigos.
"Foi armada uma grande farsa para tirar Bolsonaro da vida pública", disse.
Tarifaço
Como já vem tentando colar o tarifaço no governo Lula, Flávio reforçou estratégia na sabatina.
O candidato reconheceu que o deputado cassado Eduardo Bolsonaro errou ao agradecer pela imposição de tarifas.
Ainda assim, defendeu o irmão, dizendo que Eduardo não pediu pelo tarifaço.
"Eu acho que ele errou de agradecer com relação às tarifas.
O trabalho que ele fez lá para conscientizar e a decisão que tomou foi o governo americano, não foi o Eduardo Bolsonaro.
Portanto, ele não tem absolutamente nada a ver com isso, né? O governo podia ignorar o que ele estava falando", afirmou.
Ao ser questionado se poderia utilizar o PIX como uma ferramenta de negociação com os Estados Unidos para reverter as sobretaxas, afirmou "de forma alguma.
O PIX é sagrado, é do brasileiro".
Urnas eletrônicas
Flávio negou ter duvidado da confiabilidade do sistema eleitoral e disse que vai respeitar o resultado das eleições e pediu que os eleitores saiam para votar no dia 4 de outubro.
“Quero dizer a todos vocês que vou respeitar o processo eleitoral.
Vou respeitar o resultado das eleições”, acrescentou.
Flávio Bolsonaro não respondeu, porém, se vai respeitar o resultado da eleição caso seja derrotado.
Questionado duas vezes sobre o assunto, disse que espera vencer a disputa já no primeiro turno.
Salário mínimo
O candidato não respondeu se vai mudar os critérios de reajuste de salário mínimo, mas falou em "não vou fazer economia do povo mais sofrido".
Flávio também afirmou que não vai fazer economia com aposentados e que vai reduzir ministérios, impostos e combater corrupção como forma de fazer economia com as contas públicas.
Flávio Bolsonaro indicou que, se for eleito, terá o médico Claudio Lottenberg como ministro da Saúde.
Segundo o candidato, a Saúde será uma prioridade.
O oftalmologista é presidente do conselho do Hospital Albert Einstein e da Confederação Israelita do Brasil.