Em resposta a Trump, Irã afirma mandará americanos para um período anterior à Idade da Pedra
O Irã deu novas respostas nesta sexta-feira (3) ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que levaria o país 'de volta à Idade da Pedra, onde eles pertencem'. Algumas outras autoridades tinham reclamado da afirmação, mas agora uma ameaça também foi eita.
Ali Jahanshahi, um dos comandantes do Exército iraniano, alertou as forças americanas de que elas enfrentariam graves consequências, dizendo que os soldados americanos seriam enviados 'não para a Idade da Pedra, mas para um período anterior'.
'O solo do Irã é o cemitério dos agressores; se você duvida, teste', disse ele, acrescentando que as forças especiais do exército estavam em plena prontidão.
O Irã ameaçou os Estados Unidos nesta sexta-feira (3) e disse que haverá um 'matadouro' em caso de uma invasão terrestre das tropcas americanas.
Segundo o porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas Iranianas, Abolfazl Shekarchi, uma invasão seria uma 'catástrofe tão grande que ninguém ousará se alistar no exército americano por gerações'.
'Apertaremos a garganta do inimigo até sufocá-lo. Mesmo que os Estados Unidos e Israel declarem o fim da guerra, não os deixaremos escapar. Nossas perdas devem ser compensadas e os agressores devem ser punidos'.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, respondeu as ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertando que os iranianos podem suportar qualquer agressão dos EUA.
Segundo ele, hoje o mundo está em uma 'encruzilhada'.
'Continuar no caminho do confronto é mais custoso e inútil do que nunca. A escolha entre confronto e diálogo é real e tem consequências; seu resultado moldará o futuro das próximas gerações. Ao longo de seus milênios de história gloriosa, o Irã sobreviveu a muitos agressores. Tudo o que resta deles são nomes manchados na história, enquanto o Irã perdura – resiliente, digno e orgulhoso'.
As afirmações foram feitas em uma publicação nas redes sociais.
Pezeshkian seguiu e não mencionou a oferta de cessar-fogo feita na semana passada por Donald Trump, ao acusar Israel de arrastar os EUA para a guerra contra o Irã.
'Não seria também o caso de os Estados Unidos terem entrado nessa agressão como um instrumento de Israel, influenciados e manipulados por esse regime?', questionou.
China, Rússia e França se opõem ao uso de força para reabrir Ormuz
Estreito de Ormuz é uma região entre Irã e Omã.
Reprodução/Nasa
A votação de uma resolução do Bahrein, no Conselho de Segurança da ONU, para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, e que estava agendada para esta sexta-feira (3), foi remarcada. No entanto, China, Rússia e França — que têm poder de veto — se opõem à autorização de qualquer uso da força, o que coloca em dúvida a aprovação do texto.
Segundo o jornal The New York Times, os três países frustraram os esforços dos Estados árabes para obter aval do Conselho para uma ação militar contra o Irã, rejeitando qualquer linguagem que permita o uso da força para reabrir a rota marítima.
Dois diplomatas afirmaram à publicação americana que a reunião dos 15 membros e a votação foram remarcadas para a manhã de sábado, em vez de sexta-feira, que é feriado na ONU.
Autoridades do Irã anunciaram que o país está trabalhando em um protocolo para garantir o tráfego marítimo através do Estreito de Ormuz em conjunto com Omã.
De acordo com o vice-ministro de Relações Exteriores iraniano, o gerenciamento da circulação de embarcações seria aplicado assim que a guerra terminasse.
A reabertura, no entanto, não valeria para navios ligados aos Estados Unidos e Israel. Segundo Teerã, a rota permanecerá fechada a longo prazo para os países.
O bloqueio do estreito — por onde passam cerca de 20% das exportações de petróleo do mundo — tem causado preocupação internacional. O governo britânico acusou o Irã de manter a economia mundial como 'refém’.
Diplomatas de mais de quarenta países participaram de uma reunião para discutir formas de reabrir a rota.
