Em reabertura parcial do espaço aéreo, EUA ordenam que cidadãos deixam o Irã imediatamente

 

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O governo dos EUA ordenou nesta quarta-feira (22) que todos os seus cidadãos que ainda estão no Irã 'deixem o país imediatamente', após a reabertura parcial do espaço aéreo do país nessa terça-feira (21).

O comunicado também alertou que Teerã poderia impedir eles de sair ou cobrar uma 'taxa de saída' caso decidisse deixá-los passar.

Todos os cidadãos com dupla nacionalidade iraniana e americana foram orientados a deixar o país levando apenas o passaporte iraniano.

'Americanos que desejam partir do Irã também podem sair por terra para a Armênia, Azerbaijão, Turquia e Turcomenistão. Cidadãos dos EUA não devem viajar para o Afeganistão, Iraque ou a área de fronteira Paquistão-Irã', diz parte do texto.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acredita que é 'possível' que a segunda rodada de negociações com o Irã possam ser realizadas já na sexta-feira (24). As informações foram reveladas em uma entrevista ao jornal americano New York Post.

Fontes em Islamabad, no Paquistão, disseram ao veículo que estão sendo feitos esforços positivos de mediação com Teerã, renovando a possibilidade de novas negociações de paz nas próximas '36 a 72 horas'.

Questionado sobre esse possível avanço pelo The Post, Trump, em uma mensagem de texto, disse: 'É possível!'.

A atualização ocorre um dia depois de o presidente dos EUA ter anunciado que estenderia o atual cessar-fogo com o Irã até que sua liderança dividida possa apresentar 'uma proposta unificada'.

'Ordenei às nossas Forças Armadas que continuem o bloqueio e, em todos os outros aspectos, permaneçam prontas e aptas, e, portanto, estenderei o cessar-fogo até que sua proposta seja apresentada e as discussões sejam concluídas, de uma forma ou de outra', afirmou em uma publicação na rede social Truth Social.

Trump, segundo o site de notícias Axios, está concedendo ao Irã uma janela de mais três a cinco dias de cessar-fogo para trazerem uma proposta considerada 'coerente' que acabe com a guerra no Oriente Médio.

Donald Trump, presidente dos EUA

Divulgação/Casa Branca

O veículo cita fontes americanas e afirma que a trégua não é por tempo indeterminado. Os negociadores de Trump acreditam que um acordo ainda é possível, mas temem não ter ninguém no Irã com autoridade para aceitar.

'Observamos uma divisão absoluta dentro do Irã entre os negociadores e os militares, sem que nenhum dos lados tenha acesso ao Líder Supremo, que se mostra inacessível', disse um funcionário à Axios.

Em uma entrevista à rede de TV britânica BBC, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que o país não violou compromissos 'na segunda rodada de negociações com os Estados Unidos em Islamabad, visto que o país jamais declarou que participaria'.

'Se concluirmos que viajar a Islamabad para as negociações é do interesse nacional, iremos, mas até o momento não tomamos nenhuma decisão sobre o assunto', disse.

Baghaei continua, dizendo que os EUA 'não demonstraram boa vontade nem seriedade nas negociações e mudaram de posição repetidamente'.

Já em uma declaração divulgada pela TV estatal, ele comentou que a 'diplomacia é uma ferramenta para garantir os interesses e a segurança nacionais', acrescentando que o Irã só agirá quando chegar à conclusão de que 'os fundamentos necessários e lógicos para usar essa ferramenta para alcançar os interesses nacionais' foram estabelecidos

Baghaei completou dizendo que o Irã 'utilizará todas as oportunidades e recursos para responsabilizar os agressores e garantir os direitos do país, incluindo a aplicação de justiça aos perpetradores e autores de crimes de guerra e a exigência de indenização'.

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei.

Divulgação