Em quais países é preciso comprovar que fala o idioma para imigrar? Veja as exigências - QTU Questões do Universo

Em quais países é preciso comprovar que fala o idioma para imigrar? Veja as exigências

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Esta reportagem faz parte do Guia Viver pelo Mundo, que reúne informações sobre 36 países como salários, vistos, segurança e custo de vida para quem quer morar fora.
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Dominar o idioma local, ou pelo menos ter uma noção, costuma ser essencial para se integrar em um novo país, tanto no mercado de trabalho quanto no cotidiano.
Mas nem sempre falar a língua é uma exigência formal logo na entrada.
Em muitos destinos, a comprovação só é cobrada nas etapas de fixação, como a residência permanente ou a cidadania.
Em outros, é condição para conseguir o visto.
O guia da imigração Viver pelo Mundo detalha essas regras.
Entenda como funciona nos principais destinos.
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Onde o idioma é exigido já para o visto
Nos países de língua inglesa, a proficiência costuma ser condição para a imigração qualificada.
No Canadá, inglês ou francês são exigidos em praticamente todas as categorias de residência permanente, com testes como IELTS, CELPIP, TEF ou TCF.
Austrália e Nova Zelândia seguem a mesma lógica, exigindo o nível "competente" (em torno de IELTS 6.0) para vistos de trabalho qualificado, e notas mais altas rendem mais pontos na seleção.
No Reino Unido, o inglês é formalmente cobrado em vários vistos de trabalho, na residência (ILR) e na cidadania, em geral no nível B1.

Um caso à parte é o das profissões regulamentadas.
Na Irlanda, por exemplo, não há teste obrigatório para o visto de trabalho geral, mas medicina e enfermagem exigem notas altas (IELTS 7.0 ou OET B).
Para estudantes, a comprovação de idioma costuma ser obrigatória em quase todos esses países.
Onde a exigência aparece só depois
Em boa parte da Europa continental, o idioma não é cobrado para o visto de trabalho, mas passa a ser condição para se fixar.
É o caso de Alemanha, França, Suécia, Holanda, Suíça e Áustria, onde profissionais qualificados costumam começar a trabalhar em inglês, sobretudo em tecnologia e multinacionais, mas precisam comprovar o idioma local para avançar.
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Na França, o francês é exigido no nível A2 para a residência permanente e B1 para a naturalização.
Na Alemanha, o alemão acelera o processo: com o Blue Card, o nível B1 permite pedir a residência permanente em 21 meses, contra 27 meses com A1.
Na Holanda e na Suécia, o idioma não é exigido para os vistos de trabalho, já que o inglês é amplamente aceito, mas passa a ser cobrado para a residência permanente.
Na Suíça, que tem quatro idiomas oficiais, a naturalização exige domínio da língua do cantão onde a pessoa mora.
Quando o idioma é cobrado antes mesmo de viajar
Em algumas situações específicas, a comprovação vem antes da mudança.
Na Áustria, aposentados que solicitam o Settlement Permit e cônjuges no reagrupamento familiar precisam apresentar o certificado de alemão A1 já no país de origem, antes de embarcar.
Na Holanda, o reagrupamento familiar também exige um exame de integração de nível A1 antes da entrada.
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O caso do Japão
Fora do eixo ocidental, o Japão tem regras próprias.
Para o visto de trabalho qualificado em áreas como TI e engenharia, o japonês não é exigido de início, mas passa a ser cobrado (níveis N4 ou N5 do JLPT) para vistos de longo prazo e integração.
Já para o Specified Skilled Worker, um nível básico é exigido desde a entrada.
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Apuração de Leonardo Marchetti