Em protesto contra Trump, Neil Young disponibiliza seu catálogo musical gratuitamente na Groelândia; entenda
Neil Young disponibilizou seu catálogo musical gratuitamente na Groelândia. A atitude foi uma forma de protestar contra o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE), do governo Donald Trump, que vem sendo alvo de protestos naquele país. Young também disparou contra a Amazon, que detém sua obra. Em outubro do ano passado, ele já havia prometido retirar o conteúdo da plataforma.
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“A Amazon é propriedade de Jeff Bezos, um bilionário apoiador do presidente”, escreveu Young em suas redes sociais. “As políticas internacionais do presidente e seu apoio ao ICE tornam impossível para mim ignorar suas ações. Se você sente o mesmo que eu, recomendo fortemente que não use a Amazon. Há muitas maneiras de evitar a Amazon e apoiar americanos e empresas americanas que oferecem os mesmos produtos. Foi isso que fiz com a minha música, e quem quiser pode encontrá-la em muitos outros lugares.”
O músico recomendou alternativas para quem deseja ouvir sua música: vinis e CDs, além de "opções alternativas" na internet. O catálogo completo do artista está disponível no Neil Young Archives, em som de altíssima definição. As assinaturas variam de US$ 24,99 a US$ 99,99 por ano. Para quem mora na Groelândia, agora está de graça.
“É meu desejo sincero que vocês possam desfrutar de toda a minha música em sua bela casa na Groenlândia, com a melhor qualidade possível. Esta é uma oferta de paz e amor. Toda a música que fiz ao longo dos últimos 62 anos é para vocês ouvirem. Vocês podem renovar gratuitamente enquanto estiverem na Groenlândia. Esperamos que outras organizações sigam o espírito do nosso exemplo”, concluiu Neil Young.
Em sua carta-protesto, o músico de 80 anos também criticou veículos de imprensa americanos, como a CNN — "em grande parte, lixo" —, a Fox — "experimente outro canal" —, e o jornal The New York Times — "onde eu costumava ler notícias, mas agora vou ao The Guardian". "Os americanos precisam de alguma verdade, não de uma mídia obcecada em agradar todo mundo", escreveu.
