Em meio a politização do tema, Lula pede combate ao feminicídio: 'Mulher não foi feita para apanhar'

 

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Em meio a uma politização dos debates sobre o feminicídio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (31), durante um evento do Ministério da Educação, em São Paulo, que os homens precisam entender que "as mulheres não foram feitas para apanhar".

A declaração foi feita após Lula apresentar no palco do evento três mulheres que estão estudando ou se formaram por meio de programas do governo federal.

— Ninguém é obrigado a viver com alguém por dependência financeira. Ninguém é obrigado a viver com ninguém por um prato de comida. A gente vive junto quando a gente gosta. E nós, homens, temos que saber (disso). Nós estamos endurecendo a lei. O homem vai ter que aprender que mulher não foi feita para apanhar — disse Lula, que não citou políticas públicas de seu governo para o tema.

O tema da violência contra as mulheres ganhou destaque após casos recentes que chocaram o país e tem aparecido em declarações de outros pré-candidatos à presidência, como Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL).

Participaram do evento os ministros Camilo Santana (Educação) e Geraldo Alckmin (Desenvolvimento Econômico), que estão de saída das pastas para concorrerem nas próximas eleições. No caso de Alckmin, Lula o confirmou nesta terça-feira (31) como seu candidato a vice na chapa à reeleição. O ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de SP, também esteve no encontro, realizado no Anhembi, Zona Norte da capital paulista.