Em meio a ataques, companhias aéreas evitam o Oriente Médio enquanto retaliações iranianas provocam temor na região; vídeos

 

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O fechamento do espaço aéreo sobre o Irã após ataques militares no Oriente Médio, na manhã deste sábado, levou companhias aéreas a cancelar ou redirecionar voos na região neste sábado. Dados do site de rastreamento Flightradar24 mostram o espaço aéreo iraniano praticamente vazio, enquanto empresas suspendem rotas por razões de segurança.

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De acordo com a Reuters, entre as companhias que anunciaram mudanças está a Lufthansa, que suspendeu voos de e para Tel Aviv, em Israel, Beirute, no Líbano, e Amã até 7 de março. A empresa alemã também cancelou operações para Dubai durante o fim de semana. A KLM cancelou o voo entre Amsterdã e Tel Aviv previsto para sábado, enquanto a Air France suspendeu viagens programadas para este sábado entre Paris, Tel Aviv e Beirute.

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Outras empresas adotaram medidas semelhantes. A Wizz Air interrompeu todos os voos para Israel, Dubai, Abu Dhabi e Amã com efeito imediato até 7 de março. Já a Air Arabia cancelou operações para o Irã, o Iraque e outros destinos da região.

A Cruz Vermelha afirmou que ao menos 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas nos ataques ao território iraniano. Segundo a entidade, 24 das 31 províncias do Irã foram atingidas. De acordo com um porta-voz ouvido pela Mehr News Agency, mais de 220 equipes da Cruz Vermelha atuam nos locais afetados, e as operações de resgate seguem em andamento.

Muitos iranianos deixaram a capital Teerã após os ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel na manhã deste sábado. As autoridades da República Islâmica chegaram a enviar mensagens de texto à população incentivando cidadãos a deixarem a capital iraniana. Imagens da AFP mostram milhares de iranianos reunidos nas rodovias para deixar Teerã, formando grandes congestionamentos nas vias que servem como rotas de saída da cidade.

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Ataques ampliam tensão na região

Segundo informações da AFP, os Estados Unidos e Israel lançaram uma série de ataques contra alvos em cidades iranianas, provocando explosões e colunas de fumaça na capital, Teerã. Testemunhas relataram ter ouvido ao menos três explosões, enquanto fumaça era vista sobre o bairro Pasteur, onde fica a residência do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

Um oficial militar israelense afirmou que "diversas figuras importantes” do regime iraniano foram eliminadas nos ataques realizados neste sábado. Segundo ele, três locais onde integrantes do governo iraniano estavam reunidos foram atingidos simultaneamente durante a operação.

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De acordo com as forças armadas israelenses, o Irã respondeu com ataques de mísseis. Sirenes de alerta foram acionadas em Jerusalém, e diplomatas americanos no Golfo e civis israelenses receberam orientação para buscar abrigo.

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Países árabes e de maioria islâmica do Oriente Médio condenaram amplamente a retaliação do Irã aos ataques de EUA e Israel neste sábado, que incluiu bombardeios com mísseis e drones ao território de muitos deles, provocando caos, fechamento do espaço aéreo e mortes em alguns casos. Autoridades regionais classificaram a resposta iraniana como descalibrada, ferindo a integridade territorial de cada um dos países atacados.

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A Guarda Revolucionária do Irã, braço militar mais ideológico do regime teocrático, afirmou que a onda de ataques retaliatórios incluiu bombardeios as base aérea americanas de al-Udeid, no Catar, al-Salem, no Kuwait , al-Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos, e à uma base naval no Bahrein. Explosões também foram ouvidas em Riad, capital da Arábia Saudita, e na base aérea de Muwaffaq Al-Salti, na Jordânia. A mídia estatal iraniana também mencionou um ataque direto a uma base americana no norte do Iraque.

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Em mensagem de vídeo publicada em sua rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as forças americanas iniciaram “grandes operações de combate” no Irã. Segundo ele, o objetivo era eliminar “ameaças iminentes”. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que a operação buscava remover o que chamou de “ameaça existencial”.

Autoridades iranianas afirmaram que o presidente Masoud Pezeshkian está “são e salvo”. A agência de notícias Fars informou que impactos de mísseis foram registrados em distritos da capital. O Ministério da Saúde disse que ambulâncias foram enviadas às áreas atingidas, mas não havia confirmação imediata de vítimas.

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Com o início dos ataques, Irã, Iraque e Israel fecharam seus espaços aéreos ao tráfego civil. O movimento provocou um efeito cascata no transporte aéreo internacional, com companhias desviando rotas que normalmente cruzam a região, um dos principais corredores entre Europa e Ásia.

A Guarda Revolucionária do Irã informou por rádio que “nenhum navio está autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz”, segundo um oficial da missão naval da União Europeia, a Aspides. A advertência teria sido transmitida via VHF a embarcações que transitam pela região, considerada a mais estratégica rota de exportação de petróleo do mundo.