Em lançamento de Força Municipal, Paes cobra postura firme: 'Não se curvem a bandidos'

 

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O prefeito Eduardo Paes participou, neste domingo, da cerimônia de lançamento operacional da tropa de elite armada da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, realizada na sede da Força Municipal, no Leblon. Em discurso aos guardas, Paes reconheceu a complexidade do desafio da segurança pública e cobrou postura firme da nova unidade, focada no combate a crimes de rua como roubos e furtos. Equipes já atuam, nesta manhã, na Rodoviária do Rio, no bairro Santo Cristo.

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— Esta é a primeira vez que a prefeitura coloca à disposição da população uma iniciativa mais concreta, mais objetiva, focada na segurança pública. Ninguém aqui vai ter a responsabilidade de tomar território, ninguém aqui vai ter a responsabilidade de enfrentar milícia, crime organizado, tráfico de drogas. Mas é uma tarefa que pode fazer a diferença na vida das pessoas — disse.

Durante o discurso, ao lado do secretário Breno Carnevale, o prefeito criticou a postura do governo do estado no enfrentamento à violência, em mais um embate com o governador Claudio Castro.

— Ao longo das últimas décadas, o Rio tem passado por sucessivas experiências de governantes, especialmente governadores, que prometem resolver esse problema. Infelizmente, o que a gente vê é a situação cada vez mais piorar.

O prefeito pediu ainda que os guardas não se intimidem diante da criminalidade.

— Não se curvem a bandidos. Não se curvem a delinquentes. Nós estaremos do lado de vocês para fazer com que a lei valha. O delinquente deve ser, sempre que necessário, imobilizado, neutralizado, para que ele não aja às custas da sociedade.

Paes também reconheceu o peso emocional que recai sobre as famílias dos agentes. E falou sobre o descrédito da população em relação à segurança pública:

— A população do Rio chegou a um momento em que parou de acreditar na possibilidade de a gente reverter essa situação. É possível. Dá para fazer. Mas não está nas costas de vocês sozinhos. É responsabilidade de todos, principalmente dos homens públicos, dar as condições para as forças policiais trabalharem com respeito, dignidade e condições adequadas.