Em julgamento por estupro, filho da princesa da Noruega nega ter drogado suposta vĂ­tima: 'Pelo menos que eu saiba'

 

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Julgado por estupro, Marius Borg Hþiby, filho da princesa da Noruega Mette-Marit, negou nesta quinta-feira ter drogado uma de suas supostas vítimas, um dia após ela afirmar ter ingerido algo “sem saber”.

Marius Borg HĂžiby: Filho da princesa da Noruega admite ter traficado drogas

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Nascido de uma relação anterior ao casamento de sua mãe, Mette-Marit, com o príncipe herdeiro Haakon, HÞiby é julgado por 38 acusaçÔes, entre elas quatro estupros e agressÔes a ex-namoradas. O jovem de 29 anos nega as mais graves, principalmente os estupros, e estå sujeito, no total, a uma pena de 16 anos de prisão.

Na quarta-feira, uma suposta vĂ­tima de estupro declarou no tribunal em Oslo que acredita ter sido drogada antes de ser estuprada por HĂžiby em uma festa na residĂȘncia dos prĂ­ncipes. “Suspeito que ingeri algo sem saber. É o que acredito, a 100%”, afirmou.

Nesta quinta-feira, HÞiby retomou as explicaçÔes iniciadas na véspera e negou a versão apresentada pela vítima.

— Nunca droguei ninguĂ©m, pelo menos que eu saiba — disse, segurando uma espĂ©cie de terço e mascando chiclete.

Maruis Borg Hoiby, filho de princesa da Noruega (Ă  esquerda) foi preso por violĂȘncia contra mulher e admitiu ter consumido cocaĂ­na e ĂĄlcool antes do ataque

Lise Åserud/AFP

No dia anterior, o filho da princesa reconheceu ter levado uma vida de excessos.

— Sou conhecido sobretudo como o filho da minha mãe, não por outra coisa. Tive uma necessidade de reconhecimento extremamente elevada. Por toda a minha vida. E isso traduziu-se em muito sexo, muitas drogas e muito álcool — declarou.

Marius Borg Hoiby, filho da princesa herdeira da Noruega Mette-Marit, responde por 38 acusaçÔes em julgamento em Oslo

Reprodução / X

Os fatos teriam ocorrido na noite de 19 para 20 de dezembro de 2018, na casa de HĂžiby na propriedade de Skaugum, onde reside a princesa, nos arredores de Oslo. Segundo o acusado, os pais estavam em casa.

A suposta vĂ­tima sĂł teria descoberto o ocorrido anos depois, quando a polĂ­cia lhe mostrou fotos e vĂ­deos apreendidos que incriminariam o acusado, nos quais ela aparece inconsciente, de acordo com os investigadores.

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Os quatro supostos estupros — um deles quando HĂžiby estava de fĂ©rias com o prĂ­ncipe Haakon nas ilhas Lofoten, em 2023 — teriam sido cometidos apĂłs relaçÔes inicialmente consentidas, muitas vezes em festas com consumo de ĂĄlcool, quando as vĂ­timas nĂŁo estariam em condiçÔes de se defender, segundo a acusação.

A defesa sustenta que todos os casos foram “relaçÔes sexuais normais e consentidas”.