Em jogo com pênalti polêmico, abandono de campo e cavadinha falha, Senegal vence Marrocos e conquista a Copa Africana de Nações
Numa partida repleta de polêmicas e reviravoltas, com direito a abandono de campo e craque do Real Madrid como vilão, Senegal superou Marrocos por 1 a 0 e conquistou o título da Copa Africana de Nações. O volante Papa Gueye, do Villareal-ESP, foi o responsável por dar o bicampeonato ao seu país com um golaço de fora da área, aos quatro minutos do primeiro tempo da prorrogação.
Até os acréscimos do segundo tempo da etapa regulamentar, as seleções protagonizavam uma final tranquila em Rabat, capital de Marrocos. A partida não havia tido grandes confusões e nem muitas oportunidades de gol. Mas tudo isso ficou em segundo plano após o árbitro congolês Jean-Jacques Ndala marcar, com auxílio do VAR, um pênalti polêmico no marroquino Brahím Diaz, do Real Madrid, aos 52 minutos.
Pape Thiaw pediu que os jogadores de Senegal deixassem o campo após o pênalti polêmico marcado em Brahím Diaz
SEBASTIEN BOZON / AFP
Revoltados com a marcação do pênalti, os jogadores de Senegal simplesmente deixaram o gramado da partida após orientação do técnico Pape Thiaw. A confusão durou cerca de dez minutos, até que o camisa 10 Sadio Mané, ex-Liverpool e atualmente no Al-Nassr, orientasse seus companheiros a retornarem ao gramado.
Responsável pela cobrança, Brahím Diaz tratou de dar contornos ainda mais surreais para a decisão ao cavar o pênalti e ver Mendy ficar parado no meio do gol para defender a cobrança. Dessa vez, a revolta passou para o lado marroquino. Walid Regragui, técnico da equipe, não poupou seu camisa 10 das críticas e, após o apito final, foi até o meio do campo para reclamar com o meio-campista.
Brahím Diaz tentou cavar pênalti decisivo e se deu mal
SEBASTIEN BOZON / AFP
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E, como diz o ditado, "quem não faz, leva". Ou então, "a bola pune". Embalados pela defesa do pênalti e a ida para a prorrogação, os senegaleses construíram o gol do título numa bela jogada coletiva concluída com perfeição por Papa Gueye, que acertou o ângulo de Bono num chute de extrema felicidade de fora da área.
Foi a cereja do bolo de uma partida que entra para a história não só da Copa Africana de Nações, como do futebol de seleções de maneira geral. Uma final e tanto para um torneio que fez por merecer, pela qualidade demonstrada dentro de campo e pela linda festa nas arquibancadas marroquinas.
