Em fases opostas, Fluminense e Vasco se enfrentam por vaga na final do Carioca

 

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De “clássico é clássico, e vice-versa” a “clássico é um campeonato à parte”, não faltam jargões no futebol brasileiro para tentar explicar o caráter especial dos duelos entre dois grandes rivais. E é essa particularidade que mantém alta a expectativa dos torcedores de Fluminense e Vasco, adversários de hoje, às 18h, no Maracanã, no jogo de volta da semifinal do Carioca. O tricolor, que venceu na ida por 1 a 0, vive ótimo momento e tem o favoritismo a seu lado. Já o cruz-maltino, que passa por fase turbulenta, aposta na excepcionalidade para dar a volta por cima.

O Fluminense até vem de derrota para o Palmeiras (2 a 1, na Arena Barueri, pelo Brasileirão), mas retorna à semifinal num clima bem mais pacífico que o do rival. O time comandado por Luis Zubeldía protagoniza melhores atuações na temporada e defende uma sequência de 16 vitórias como mandante, sendo 15 no Maracanã, igualando recorde do clube datado de 1984.

Organizado e com variações ofensivas num dos melhores momentos do trabalho de Zubeldía, o tricolor foi superior ao rival na primeira partida, mesmo após a expulsão de Bernal, e poderia ter saído com mais gols, além do marcado por Serna. Hoje, precisa só de um empate para avançar à final. Mas não terá o técnico à beira do campo, já que foi expulso na ida. O auxiliar Maxi Cuberas o substitui.

Se avançar, o Fluminense não terá Bernal mesmo na final. O volante sofreu uma lesão parcial no ligamento cruzado posterior do joelho direito e ficará fora por mais de um mês. Otávio e Hércules são opções para atuar no meio ao lado de Martinelli — em grande fase, de contrato renovado até 2030. Lucho Acosta, grande referência criativa da equipe e autor do gol sobre o alviverde, não teve lesão detectada após sentir um problema muscular na coxa esquerda e tem boas chances de ir para o clássico.

— Serão 90 minutos muito difíceis com o Vasco — projetou Zubeldía

Por outro lado, o Vasco — que demitiu Fernando Diniz logo após o primeiro jogo da semifinal — continua em busca de um novo treinador. Enquanto isso, vê sua situação na temporada se tornar crítica. Caiu para a lanterna do Brasileirão após a derrota para o Santos (2 a 1, na Vila Belmiro) e precisará vencer hoje por um gol de diferença para levar a decisão aos pênaltis. Ou por dois para garantir a vaga nos 90 minutos.

O time segue comandado pelo interino Bruno Lazaroni, que não conseguiu, pelo menos contra o Peixe, aplacar os s principais problemas da equipe: a fragilidade defensiva e a dificuldade de fazer volume de jogo virar chance de gol.

Em péssimo momento coletivo, o Vasco se apoia nas boas fases individuais dos volantes Thiago Mendes e Barros e do atacante Andrés Gómez. Contra o Santos, Gómez deu assistência para Barros no gol. O cruz-maltino também pode se agarrar ao histórico: a última vitória sobre o tricolor foi justamente numa semifinal, na Copa do Brasil do ano passado, no Maracanã — resultado que só não freou a sequência do Flu porque o Vasco era o mandante.

— Quando você veste a camisa do Vasco, a pressão vai existir. Eles (torcedores) estão cobertos de razão de estarem chateados e revoltados. Cabe a nós superar esse momento ruim e voltar a dar alegria para eles — analisou Lazaroni..