Em ato no Rio de Janeiro, na noite desta quarta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu a importância de os partidos de esquerda formarem maioria no Senado.
Ao comentar reação negativa da plateia quando citaram o nome do deputado Pedro Paulo (PSD), candidato ao Senado pelo Rio em dobradinha com o PT, Lula lembrou o caso do Rio Grande do Norte, onde houve divergência na esquerda e o senador Rogério Marinho (PL), hoje coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, acabou se elegendo.
“É só para vocês pensarem porque um governador não cria caso com presidente da República, mas um senador atrapalha muito a vida do presidente da República”, disse em seu discurso, acrescentando que “quem quiser errar que erre, mas depois vai pagar o preço de ter um cara oito anos infernizando a vida do governo”.
E emendou: “O que está em jogo é muito sério. Se a gente não fizer maioria no Senado, corremos o risco desse país entrar numa crise sem precedente”.
O aceno a Pedro Paulo ocorreu por conta de vaias de parte da militância no local ao candidato do PSD, quando ele teve seu nome citado pelo prefeito do Rio Eduardo Cavalieri (PSD). Pedro Paulo não estava no evento, nem o candidato ao governo do Rio da chapa de Lula, Eduardo Paes (PSD).
Grande parte do público presente gritava o nome da candidata ao Senado do Psol, Monica Benício, que estava na plateia. Benicio vem tentando atrair o segundo voto do eleitores do PT, rivalizando com Pedro Paulo.
O petista, porém, reforçou que seu candidato ao lado de Benedita é Pedro Paulo.
“Na hora em que anunciaram o Pedro Paulo muita gente não gostou. A gente não tem mais idade pra brincar”, disse Lula.
O petista participou do ato que reuniu mais de cem artistas ao lado da primeira-dama, Janja, do prefeito do Rio, Eduardo Cavalieri (PSD), da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e da candidata petista ao Senado, Benedita da Silva.
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