Em entrevista na década de 1980, Trump falou de atacar ilha de Kharg, do Irã

 

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A ilha de Kharg, no Golfo Pérsico e pertencente ao Irã, é alvo dos Estados Unidos neste ano em meio a guerra no Oriente Médio. O local é um ponto estratégico para o controle do Estreito de Ormuz e militarmente.

Porém, a ilha é alvo do presidente dos EUA, Donald Trump, há anos.

Em uma entrevista de 1988 ao The Guardian, Donald Trump discutiu a possibilidade de atacar a ilha iraniana de Kharg, afirmando que, se o Irã atacasse navios americanos, ele 'daria uma lição à ilha de Kharg'.

'Eu interviria e resolveria a situação', disse ele na época, durante a promoção de seu livro.

Após lançar a operação no Irã, Trump reiterou sua declaração de 1988, dizendo que estava 'certo' em considerar um ataque à ilha décadas antes, quando o Irã estava 'se comportando mal'.

O Irã vem se preparando para um possível ataque dos Estados Unidos a ilha de Kharg, que fica no Golfo Pérsico, e é um ponto importante de controle iraniano no Estreito de Ormuz. O governo Trump já avalia o envio de tropas americanas para tomar a ilha, destaca a CNN.

Segundo a reportagem, nas últimas semanas, o Irã tem armado armadilhas e deslocado pessoal militar adicional e reforço das defesas aéreas para a ilha, em preparação para uma possível operação dos EUA para assumir o controle da ilha, de acordo com diversas fontes familiarizadas com relatórios da inteligência americana sobre o assunto.

Mas autoridades americanas e especialistas militares afirmam que uma operação terrestre desse tipo envolveria riscos significativos, incluindo um grande número de baixas americanas.

A agência de notícias semioficial Mehr News também informou na quinta-feira que 'forças especiais e unidades guerrilheiras iranianas' estão preparadas para desferir um 'golpe doloroso contra os americanos', à medida que a guerra se intensifica, citando uma investigação do próprio veículo de comunicação.

O Irã ameaçou nesta quinta-feira (26) os Estados Unidos pelo grande deslocamento de novas frotas para a região do Oriente Médio. Ao todo, são cinco mil soldados para a região, como parte de um aumento da presença militar.

A afirmação é de um parlamentar iraniano, dizendo que qualquer ação militar dos EUA provocaria uma 'resposta decisiva', em meio a relatos de que Washington está enviando milhares de soldados para a região.

'Qualquer ação será recebida com uma resposta decisiva', comentou Vahid Ahmadi, acrescentando que a Ilha de Kharg poderia se tornar um 'cemitério' para as forças americanas caso haja algum erro de cálculo.

EUA preparam bombardeio em larga escala e ataque por terra para 'golpe final' no Irã, diz site

Funcionamento de porta-aviões americano no Oriente Médio.

Reprodução/Redes Sociais

O Pentágono prepara opções militares para um possível 'golpe final' contra o Irã, incluindo operações terrestres e uma campanha de bombardeio em larga escala, informou o site americano de notícias Axios nesta quinta-feira (26), citando autoridades do governo Trump.

As opções em discussão incluem a tomada ou o bloqueio de ilhas importantes como Kharg, Larak e Abu Musa, bem como o ataque às exportações de petróleo iranianas e a possível realização de ataques ou operações contra instalações nucleares.

Segundo a Axios, autoridades americanas consideram uma escalada significativa mais provável caso a diplomacia falhe ou se o Estreito de Ormuz permanecer fechado, embora nenhuma decisão tenha sido tomada e alguns planos sejam descritos como hipotéticos.

O relatório também afirmou que forças adicionais dos EUA, incluindo milhares de soldados e recursos aéreos, estão sendo enviadas para a região. Segundo o próprio Pentágono, são cinco mil tropas que estão a caminho.

Uma fonte envolvida nos esforços de mediação disse ao Axios que Paquistão, Egito e Turquia estão trabalhando para organizar negociações, acrescentando:

'Mas a desconfiança é o problema. Os comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica estão muito céticos. Só que os mediadores não desistiram'.

Ataques contra instalações energéticas do Irã em Isfahan.

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