Em encontro com Trump, Flávio diz que pediu equiparação de PCC e CV com organizações terroristas
O senador Flávio Bolsonaro disse, nesta terça-feira, que o principal tema da conversa com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi segurança e a defesa de tornar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho organizações terroristas. O pré-candidato foi recebido no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. A imagem do encontro foi divulgada pelo próprio parlamentar em uma rede social.
Segundo Flávio, o objetivo da conversa foi justamente falar na classificação sobre terrorismo e facções. Disse ainda que se eleito, ele fará acordos com qualquer país que queira combater o crime organizado. E afirmou que a partir de 2027 o Brasil vai compor o Escudo das Américas, que tem como integrantes a Argentina e Equador, países governados por presidentes da direita.
"Enquanto Lula veio à Casa Branca fazer lobby para traficantes, eu vim fazer exatamente o contrário. Pedir enfaticamente ao presidente Trump que designe o quanto antes o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras. E elas são, sim, organizações terroristas. Controlam territórios inteiros no Brasil pela força. Submetem populações a seu próprio código e a sua própria lei, a sua própria justiça paralela", disse.
O tema da classificação de facções como organizações terroristas preocupa o governo Lula, já que a possibilidade abre precedente para intervenções externas ao Brasil.
Na conversa com jornalistas, Flávio ainda disse que o país não precisará ser alvo de tarifaço se for eleito. Segundo o parlamentar, ele deixou claro a Trump que o Brasil vai firmar acordo sólido de investimentos com os Estados Unidos.
Flávio ainda afirmou ter debatido sobre as terras raras do Brasil e a intenção de firmar acordos de exploração dos minerais. Ao ler uma mensagem, ainda agradeceu ao irmão Eduardo Bolsonaro e ao blogueiro Paulo Figueiredo pela articulação da agenda, mas também disse que a visita foi um convite de Trump.
