Com a proximidade do dia em que se celebra Nossa Senhora Aparecida, o papa Leão XIV surpreendeu brasileiros e mencionou a padroeira do país nesta quinta-feira (7), no Vaticano.
Em discurso feito após a catequese da audiência geral, o sumo pontífice fez uma saudação especial aos peregrinos brasileiros que estavam presentes na Praça de São Pedro.
“Uma saudação cordial aos peregrinos de língua portuguesa, em especial aos grupos vindos do Brasil e de Portugal. Queridos irmãos e irmãs, na próxima segunda-feira, 12 de outubro, celebra-se Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Confio todos vocês e as suas famílias à sua intercessão maternal. Que Nossa Senhora os proteja sempre! Deus os abençoe!”, declarou.
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A declaração de Leão XIV ocorre dias depois da controvérsia política envolvendo a imagem da padroeira. O líder da Igreja Católica não fez qualquer menção ao caso.
A memória a Nossa Senhora Aparecida é celebrada na próxima segunda-feira (12) no Brasil.
De acordo o Vatican News, órgão oficial de imprensa da Santa Sé, 32 mil pessoas estavam presentes no local, incluindo o frei Augusto Gabriel, de Pato Branco, no Paraná. O religioso, que participou pela primeira vez da audiência no Vaticano, classificou o momento como inesquecível.
"Estar junto desta saudação do papa para a nossa padroeira, a nossa mãe Maria também foi muito especial porque nos recorda desta devoção também, franciscana, que nós franciscanos nutrimos para com Maria e Nossa Senhora Aparecida é a nossa Mãe. Então, vir a Roma e receber também esta saudação do papa, sem dúvida, nos convoca celebrarmos bem este dia no próximo dia 12", afirmou.
Polêmica eleitoral Nossa Senhora Aparecida virou alvo de disputa entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Supremo Tribunal Federal (STF) na corrida eleitoral deste ano.
A polêmica teve início em setembro, quando circularam nas redes sociais notícias associando o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta tentativa de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
As informações resgatavam um projeto de lei de 2007, já arquivado, de autoria de outro parlamentar. O candidato negou qualquer envolvimento.
O ministro André Mendonça determinou a retirada de mais de 1 mil postagens e links que espalhavam a desinformação.
Após a derrubada das publicações, o humorista Antônio Tabet recorreu ao STF contra a remoção do seu post, sendo reconhecido pelo ministro Flávio Dino, que derrubou a ordem de Mendonça argumentando que a medida configuraria censura prévia e feria a liberdade de expressão.
A defesa de Flávio Bolsonaro acionou o ministro Luiz Fux, também do STF, que suspendeu os efeitos da decisão de Dino e restabeleceu as ordens de remoção do TSE.
Folha de Pernambuco