O governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD), chamou o candidato e ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) de “pior prefeito da história da capital”. E Kalil rebateu questionando as intenções de voto para Simões nas pesquisas eleitorais.
Kalil acusou o governo de abandonar a região central do Estado e a região metropolitana de Belo Horizonte. Ele disse que as obras feitas na gestão atual foram realizadas com recursos do Tesouro nacional e da Vale. “Parece que você não participou do governo, agora você vai cuidar da capital, dessa região metropolitana, que foi tão abandonada nesses últimos 12 anos? Pelo amor de Deus”, afirmou.
Simões rebateu: “Nesse horário da noite, Kalil falar da época em que ele era prefeito, vai dar pesadelo em quem está em casa”, disse. Simões criticou o plano diretor aprovado na gestão de Kalil e acusou o ex-prefeito de colocar R$ 200 milhões “na caixa-preta da BHTrans”. E disse que o governo do Estado expandiu o metrô e citou obras no Rodoanel.
Kalil se defendeu. “Eu estraguei tanto a região que fui eleito, reeleito com 63%. Você governou Minas oito anos e está em quinto ou sexto lugar, sei lá que lugar você está. Então, quem responde quando o governo é bom é o povo. E você está tomando uma resposta do seu governo”, afirmou Kalil.
Simões replicou lembrando que Kalil perdeu a eleição ao governo de Minas em 2022 para Romeu Zema (Novo)
Retirada de candidatura
Durante o debate da TV Globo, o candidato Flávio Roscoe (PL) afirmou que o sistema tentou retirar a sua candidatura ao governo de Minas Gerais. Nesta terça-feira, integrantes do PL fizeram uma reunião para discutir sobre a candidatura de Roscoe, no momento em que candidatos do partido anunciaram apoio a Cleitinho Azevedo (Republicanos).
“Estamos neste momento sofrendo ataques a todo momento com relação à nossa própria candidatura, porque o sistema reage quando alguém está propondo algo diferente”, afirmou Roscoe. Ele disse que não vai ceder aos ataques. “Nossa candidatura está firme e segue com o apoio do Flávio Bolsonaro”, disse.
Apoios
Roscoe questionou Kalil sobre ter feito palanque para Lula em 2022 e agora estar próximo de Aécio Neves (PSDB). Kalil disse que foi uma circunstância eleitoral. “Não combinamos, não deu liga, não era para dar mesmo, agora quero caminho livre sem escolher o Flávio Bolsonaro e o Lula. E tenho comigo a minha experiência”, afirmou.
Em outro momento, Simões criticou Cleitinho pela proximidade com o candidato a deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos), indiciado pela Polícia Federal por suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes e descontos indevidos em benefícios do INSS. “Cleitinho, se liberta dessas amizades, não se deixe cercar com esse tipo de gente. Agora você tentar pagar de inocente andando ao lado de quem está sendo acusado de homicídio, de corrupção, de gente que roubou velhinho, vir falar de estrada sendo que anda no jatinho do Euclydes”, disparou Simões.
Cleitinho disse que não tem nada a ver com os problemas do seu suplente Alex Diniz e de Euclydes Pettersen. O filho de Alex Diniz é citado em uma investigação sobre uma chacina que matou três pessoas em Lábrea, no Amazonas. Cleitinho disse que cada pessoa deve responder pelos seus próprios atos, que não responderia por atos praticados por terceiros e que não cometeu irregularidades.
Bets
Kalil levantou o debate sobre o impacto das bets no país. Gabriel Azevedo (MDB) disse ser contra a liberação das plataformas de apostas e criticou o anúncio feito por Simões, que anunciou R$ 32 milhões em patrocínio para os clubes Atlético Mineiro, Cruzeiro e América, para compensar a perda de patrocínio das bets.
Kalil concordou com as críticas e chamou a medida de eleitoreira. Ele disse que esse recurso poderia ser direcionado para resolver problemas do Estado.
30/09/2026 01:31:43
Valor