Em crise, Correios encerram plano de demissão voluntária com adesão de 30% do total esperado

 

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Uma das principais apostas da estratégia de recuperação econômica dos Correios, o plano de demissão voluntária (PDV) da empresa encerrou nesta terça-feira com a adesão de cerca de 3 mil funcionários, segundo o balanço parcial da estatal.

O número alcançado representa 30% da meta de desligar 10 mil trabalhadores do quadro para economizar R$ 1,4 bilhão de despesas com pessoal a partir do próximo ano. O PDV teve a duração de cerca de dois meses.

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A direção da empresa trabalha com a possibilidade de abrir um novo PDV, com menos incentivos, mas a medida deverá ficar para 2027.

O plano inicial era desligar 10 mil funcionários neste ano e mais 5 mil no próximo. No total, era esperado uma economia de R$ 2,1 bilhão.

Mesmo com a baixa adesão, a direção dos Correios calcula que a medida vai gerar uma economia de R$ 420,5 milhões por ano. O problema é se trata de um quinto do projetado.

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Somadas a outras iniciativas já tomadas, como endurecimento do acordo coletivo, revisão das rotas dos carteiros, de pagamento de horas extras e contratos atrasados, além da implementação no novo plano de cargos e salários e de funções, a estatal vai bater a meta de corte de gastos previstos para este ano, afirma um executivo.

Contudo, a expectativa é que a empresa só volte a apresentar resultado positivo em 2027. A direção comemora o fato de ter regularizado as entregas e o indicador de pontualidade está em cerca de 90%.

Esse percentual aponta que nove em cada dez encomendas estão sendo entregues no prazo previsto. Com esse desempenho, a empresa espera atrair a clientela e melhorar o faturamento.