Em comunicado sobre narcotráfico, Trump afirma que Brasil 'falhou ao confrontar PCC e Comando Vermelho'

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Fonte da notícia: CBN CBN

Em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (16) pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos e assinado pelo presidente americano, Donald Trump, é dito que o Brasil 'falhou em confrontar as organizações terroristas estrangeiras designadas como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o Brasil em um centro de distribuição global de cocaína'. 'Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente tomar medidas enérgicas para confrontá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam'.

O texto diz que, enquanto governos do Ocidente 'tomam medidas corajosas para reduzir o fluxo de drogas e erradicar os cartéis', no Brasil há uma falha no assunto. A citação do PCC e Comando Vermelho ocorre meses após o republicano ter declarado os dois grupos criminosos como terroristas, defendendo que houvesse uma intervenção por parte do governo brasileiro. A divulgação acontece a poucos dias da eleição presidencial no país com demonstrações por parte do governo americano de alinhamento a posições do candidato Flávio Bolsonaro contra o presidente Lula. Trecho de documento em que Brasil é citado como quem falhou no controle do PCC e do Comando Vermelho. Reprodução No documento, Trump ainda coloca o país ao lado da Nicarágua, afirmando que 'não surpreendentemente, para uma ditadura socialista, o regime ilegítimo de Ortego-Murillo na Nicarágua falhou em tomar medidas suficientes contra o narcotráfico e a cumplicidade de agentes do regime no tráfico de drogas'.

Ele destaca positivamente no texto a Venezuela, retirando da lista de países que 'demonstraram fracasso' na luta contra o narcotráfico. O governo Trump disse ter reconhecido que o país melhorou no assunto e agora 'coopera' no combate ao narcotráfico. O anúncio acontece meses após o governo americano passar a ter grande influência no país após a prisão de Nicolás Maduro. 'Diante das medidas positivas adotadas sob a presidência interina de Delcy Rodríguez, decidi que a Venezuela não deve mais ser considerada como tendo falhado manifestamente em seus compromissos de combate às drogas', declarou o presidente Donald Trump em comunicado divulgado pelo Departamento de Estado. A Venezuela figurava entre cerca de vinte países na lista negra dos EUA relativa ao combate às drogas e ao narcotráfico, ao lado de Afeganistão, Bahamas, Belize, Bolívia, Mianmar, China, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Índia, Jamaica, Laos, México, Nicarágua, Paquistão, Panamá e Peru. Apesar das críticas, o Brasil não é incluído na 'lista negra'. No texto, Trump ainda valoriza outros governos de direita recentemente eleitos na América do Sul, caso da Bolívia, Colômbia e mais pelas ações contra narcotráfico. Encaminhado ao Congresso americano, o documento é uma determinação sobre 'os principais países de trânsito de drogas ou os principais países produtores de drogas ilícitas para o ano fiscal de 2027'.

Trump diz ter boa relação com o Brasil e fala em eleição de aliados no continente: ‘todos indo para a direita’ Donald Trump, presidente dos Estados Unidos Divulgação/Casa Branca O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (2) que tem uma "boa relação com o Brasil" atualmente. Ele não mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A declaração foi dada a jornalistas na Casa Branca. O republicano foi questionado sobre a possibilidade de construir bases militares na América do Sul por conta das recentes parcerias com governos de países como Colômbia e El Salvador, mas não respondeu diretamente. Ele falou, no entanto, que a situação no continente tem melhorado e atribuiu isso a uma guinada ideológica dos países da região. "Eles foram da esquerda para a direita, estão todos indo para a direita. Temos uma boa relação com o Brasil, uma boa relação, realmente, com todos eles agora", disse. "Eles têm muito respeito com o nosso país, eles não respeitavam o nosso país há dois anos. Então estamos indo muito bem na América do Sul, na América Latina", completou. O presidente americano também se apresentou como peça nas eleições recentes do continente e disse ter ajudado a eleger aliados, citando a Argentina como exemplo. "Temos muitas pessoas, [como no caso da] Argentina, que eu elegi. Essa parte do hemisfério está ficando muito diferente do que era", afirmou. Trump falou durante uma reunião na Casa Branca com executivos de companhias aéreas, redes de hotéis e empresas de turismo. O encontro foi convocado para comemorar o desempenho da temporada de viagens no verão americano, impulsionada pela Copa do Mundo. Ainda no mesmo evento, Trump comentou a situação da Venezuela e avaliou que o país não tem condições de ir às urnas neste momento. O presidente americano fez elogios à gestão da presidente interina Delcy Rodríguez, que ocupa o cargo desde a captura do ex-ditador Nicolás Maduro, em janeiro. "Simplesmente não me parece que eles estejam prontos ainda. Sabe, é algo muito recente. Nós os tiramos de uma ditadura e estamos nos dando muito bem com o governo", afirmou. Situação e oposição venezuelanas discutem uma transição pacífica de poder, em negociação intermediada pelos Estados Unidos. Nesta quarta, Delcy agradeceu ao presidente americano pelo acordo de energia assinado na semana passada, que entrega aos Estados Unidos o controle de 65 bilhões de barris das reservas de petróleo venezuelanas. Brasil e Estados Unidos terão reunião presencial para negociar tarifaço Presidentes Donald Trump e Lula em encontro na Casa Branca, em maio de 2026 Divulgação/Lula O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e o representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, vão se reunir presencialmente entre os dias 30 de setembro e 1° de outubro, às margens de uma reunião preparatória do G20, nos EUA. A informação foi confirmada pelo ministro Márcio Elias Rosa ao portal de notícias G1. O ministro Mauro Vieira também estará no encontro. Essa será a primeira reunião presencial entre os dois países desde a retomada das negociações sobre o tarifaço.

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