Em clássico emocionante, Paysandu empata com o Remo e conquista o 51º título paraense

 

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O Paysandu é o campeão do Parazão 2026. Diante do maior rival, num Mangueirão lotado e numa tarde chuvosa, o Papão segurou o empate por 0 a 0 num jogo emocionante do inícuio ao fim, confirmando a vantagem construída no jogo de ida e levantando a taça estadual. A fiel bicolor fez uma linda festa. O título se torna ainda mais especial pelo contexto. Mesmo disputando a terceira divisão nacional e com orçamento inferior ao do adversário, que está na Série A, o time bicolor foi superior ao longo da final e saiu de campo com a taça. 


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1º Tempo


O primeiro tempo foi marcado por um jogo aberto e intenso. Diferente do primeiro confronto da decisão, o Remo adotou uma postura mais agressiva e passou a marcar a saída de bola adversária, estratégia semelhante à utilizada pelo Paysandu no jogo de ida. O time bicolor, por sua vez, não se intimidou e manteve a mesma proposta, o que resultou em um primeiro tempo movimentado e com chances para os dois lados. 


O Remo começou dando o tom logo no primeiro minuto, quando Alef Manga cruzou na área e Pikachu não conseguiu dominar. Nos primeiros minutos, o Leão explorou bastante o lado esquerdo do ataque, principalmente com Alef Manga. O Paysandu respondeu aos nove minutos: Thayllon cruzou para Kleiton Pego, que não alcançou, e na sequência Ítalo protagonizou o primeiro grande lance da partida. Ele driblou Léo Picco e soltou um chute colocado da entrada da área, obrigando Marcelo Rangel a fazer grande defesa com a ponta dos dedos. 


João Pedro teve pouca participação no jogo (Thiago Gomes/O Liberal)


O equilíbrio também apareceu nas estatísticas: aos 20 minutos, a posse de bola era de 50% para cada lado. Mesmo com o jogo nervoso e truncado em alguns momentos, as equipes criaram boas oportunidades. Aos 27, Léo Picco iniciou jogada que passou por Vitor Bueno, que, de primeira, deu belo passe de letra para Pikachu sair livre na cara de Gabriel Mesquita. O ex-jogador do Papão bateu de esquerda e a bola passou raspando a trave. 


A resposta bicolor veio imediatamente. Marcinho lançou Thayllon, que entrou livre na área e finalizou cruzado, também tirando tinta da trave de Marcelo Rangel. Nos minutos finais, o Papão voltou a assustar com Caio Mello, que pegou sobra de escanteio e exigiu grande defesa de Rangel. Já aos 42, o Remo chegou com muito perigo: Picco cobrou falta na área, Kayky Almeida subiu mais alto que a defesa e cabeceou firme, mas Gabriel Mesquita conseguiu salvar, mantendo o placar inalterado antes do intervalo. 


2º Tempo


Na etapa complementar, o Remo voltou ainda mais ofensivo, enquanto o Paysandu passou a se defender e administrar a vantagem. Diferente da etapa inicial, o Leão teve mais posse e pressionou durante boa parte do tempo, mas encontrou uma defesa bicolor bem postada, que fechou os espaços e não permitiu chances claras de gol ao Leão.


Logo no início, o técnico Flávio Garcia promoveu o retorno de Sávio na lateral esquerda, no lugar de Cufré, que mais uma vez teve atuação abaixo do esperado. O Remo quase abriu o placar com menos de dois minutos, quando Pikachu recebeu dentro da área e cruzou rasteiro, mas Edilson apareceu na hora certa para afastar antes da chegada de Alef Manga. Pouco depois, aos nove, Sávio lançou Manga nas costas da defesa; o atacante finalizou em cima de Gabriel Mesquita e Pikachu marcou no rebote, mas o lance já estava invalidado por impedimento.


Chuva fina caiu em boa parte do jogo (Thiago Gomes/O Liberal)


Com o passar dos minutos, o cenário ficou claro: o Remo empurrado ao ataque e o Paysandu esperando para contra-atacar. O Leão tentou principalmente com bolas levantadas na área e algumas infiltrações, como em lance em que João Pedro recebeu dentro da área após passe de Vitor Bueno, mas foi travado por Castro na hora da finalização. O Paysandu respondeu em transição rápida aos 13 minutos, quando Ítalo foi lançado após erro de Picco e finalizou para fora.


Mesmo pressionando, o Remo teve dificuldades para transformar volume em perigo real. Flávio Garcia manteve a estrutura da equipe e fez alterações, entre elas as entradas de Diego Hernández, Carlinhos e Nico Ferreira, apostando mais em trocas de peças no meio e no ataque para renovar o fôlego. Do outro lado, o técnico Júnior Rocha também mexeu na equipe para segurar o ritmo, reforçando o sistema defensivo com Iarley e Enrico.


Nos minutos finais, o Paysandu passou a valorizar cada paralisação e a quebrar o ritmo da partida, enquanto o Remo insistia em bolas alçadas na área em busca do gol que levaria a decisão para os pênaltis. Bem organizado defensivamente e sem conceder chances claras ao adversário na etapa final, o Papão ainda teve a chance final de fazer o gol, quando Kauã Hinkel ia sozinho e foi segurado por Marllon, mas segurou o resultado e confirmou o título estadual. O remo tentou desesperadamente, com Nico Ferreira, mas o uruguaio perdeu duas oportunidades seguidas antes do final do jogo. Papão campeão.