Do maior pastel de rua de Belém aos tradicionais cachorro quente e o leitão, feitos na hora e ao ar-livre.
Esse é o cardápio conhecidíssimo na noite de Belém para quem aprecia os lanches de rua.
Em um breve giro pela cidade, no início da noite da última terça-feira (11), após uma tarde quente de sol, o movimento de clientes era bom nos trailers visitados, na avenida Duque de Caxias esquina com a travessa Enéas Pinheiro, especializado em pastéis; e no ‘Cachorro Quente do Mário’, na travessa Vileta esquina com a avenida Almirante Barroso, ambos locais no bairro do Marco.
No bairro do Marco, Mário Lima vende sanduíches há 51 anos no mesmo lugar.
Os favoritos dos clientes são o cachorro-quente (R$ 24) e o leitão (R$ 35).
(Cristino Martins / O Liberal)
"Eu vendo há 51 anos neste lugar, eu criei esse ponto aqui”, disse Mário Lima, o dono do Cachorro Quente do Mário, instalado na calçada da esquina da Vileta com a Almirante, com distribuição de mesas e cadeiras.
Ele vende sanduíches, como cachorro-quente, leitão, x-burguer, hamburguer, hot dog, x-hot.
Os favoritos dos clientes são o cachorro-quente (R$ 24) e o leitão (R$ 35).
Mário têm clientes fiéis há mais de cinco décadas.
“Em média, faço R$ 8 mil por semana, tenho 12 funcionários.
Ele contou que criou filhos e netos com a renda da esquina no Marco.
“Tenho filhos e netos formados na universidade.
Graças a Deus tem uma clientela muito boa”.
“Olha, o ano de 2026 está bom para a venda.
Estou satisfeito”, disse Mário, sorrindo.
Inclusive, ao contrário de muitos estabelecimentos em Belém, no mês de julho, o dele nunca fica sem clientes.
“O mês de julho sempre é bom aqui, tem muita gente que vem de fora, clientes”, completou com firmeza.
Em Belém, os amigos Carlos Gonçalves e Danilo Marques são fãs do sanduíche de leitão do lanche ao ar livre na Vileta esquina com a Almirante Barroso (Cristino Martins / O Liberal)
Na noite de terça-feira, dois amigos comiam exatamente o leitão, um dos sandubas favoritos do local.
O profissional da área de seguros, Carlos Gonçalves, e o empresário, Danilo Marques.
Os dois iriam encontrar familiares em Mosqueiro e já haviam encomendado sanduíches para levar para os parentes.
"Estamos com uma casa em reforma em Mosqueiro, vamos lá ver e temos familiares para lá, também.
Aqui é um ponto de apoio, sempre que a gente precisa comer rápido, gostoso e seguro, a gente vem aqui.
A gente come e leva para casa, faço isso já faz mais de 20 anos”, contou Carlos Gonçalves.
O amigo, Danilo, acrescentou: “Pode ter Bob 's, MacDonald’s, mas essa tradição do lanche de rua nunca se abalou, se mantém em Belém”.
Danilo disse que a irmã dele também é consumidora dos sanduíches de Mário, e já havia até falado com o chapista, pelo celular, recomendando como queria o seu sanduba, em Mosqueiro.
“É atendimento personalizado”, assinalou Carlos, acrescentando: “Aqui tem isso, você vem e faz do jeito que você gosta.
Chama o chapeiro, já conhece, né, essa é uma característica bem legal desse lugar”.
A funcionária, Kelly Oliveira, exibe o pastel de 30 cm na esquina da Éneas Pinheiro com a Duque: 'É o maior pastel de Belém, viu?', afirma ela.
(Cristino Martins / O Liberal)
Pastel é a especialidade ‘da casa’ na Duque
"A gente vende pastel, inclusive o maior pastel de Belém, viu? É tipo uma folha A4, ele tem 30 centímetros e sai a partir de 20 reais.
Temos pastel de queijo, o paraense - que é de camarão -, de carne assada de panela, esse é o carro-chefe da casa”, afirmou a funcionária, Kelly Oliveira, há quatro anos responsável pelo caixa do trailer na esquina da Éneas com a Duque.
O movimento melhorou após o mês de julho, mês em que as vendas costumam cair por causa da cultura belenense de trocar a cidade pelas praias.
Kelly foi direta: “No mês de julho, a gente estava passando por uma crise nas vendas, com certeza.
As chuvas contribuíram para a queda nas vendas”, disse ela, que conhece bem a preferência dos clientes.
Bernadete Gambôa é fã do pastel de queijo com presunto, mas não dispensa a coxinha: "O importante é você ser bem atendida", disse ela sorrindo.
(Cristino Martins / O Liberal)
“A dona Bernadete vem sempre, gosta de pastel, mas gosta mais ainda de coxinha”, disse ela sobre a dona de casa, Bernadete Gambôa, que frequenta o ponto do pastel, desde que ele surgiu há 10 anos.
Na terça-feira, Bernadete estava acompanhada do filho e levava coxinhas para o lanche da família.
Num dia ruim, segundo Kelly, o local vende cerca de 50 pastéis.
Quando as vendas são boas, o que acontece sempre nos finais de semana, saem uns 200 pastéis.
Os preços variam entre R$ 25, R$ 28, R$ 31, R$ 34 e R$ 35.
Os recheios dos pastéis são variados.
Da simples carne moída (R$ 25) e do queijo com presunto (R4 25); passando para frango com catupiry (R$ 28); carne, frango, catupiry e azeitona (R$ 32); charque (R$ 28); camarão regional com cheddar (R$ 31); camarão regional com jambu (R$ 31); carne assada com queijo cuia (R$ 35).
Isso só para citar alguns recheios.
"Aqui a gente trabalha com sete pessoas.
Sou caixa, mas tem atendente, o pessoal chapista.
A massa do pastel é feita pela própria proprietária, a Kelly (homônima da caixa).
Tem a menina que frita, a menina que monta.
Quando as vendas melhoram, a Kelly (a dona do trailer) contrata mais pessoas.
A gente abre às 17h e vai até 22h40.
Isso de terça a domingo.Na segunda-feira, é folga”.
Sobre o restante do ano, Kelly afirmou: "A gente espera que melhore, né, sempre.
Porque com a venda boa a gente consegue um salário melhor também”.
