Em ato no Rio, Lula associa Flávio a milícia, escândalos do INSS e Banco Master

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Fonte da notícia: Valor Valor

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) partiu para o ataque contra seu adversário Flavio Bolsonaro (PL), em ato em São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (24). O candidato à reeleição sugeriu que o candidato do PL seria “miliciano” e o associou aos escândalos do INSS e do Banco Master. “No Palácio do Planalto, não cabe a representação de um miliciano”, afirmou Lula.

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O petista estava ao lado da primeira-dama Janja, do candidato ao governo do Rio Eduardo Paes (PSD), e dos candidatos ao Senado da chapa, Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD). Também estavam no palanque os prefeitos do Rio, Eduardo Cavalieri (PSD), e de Niteroi, Rodrigo Neves (PDT).

Segundo o candidato do PT, seus adversários montaram quadrilhas que foram responsáveis pelos maiores casos de corrupção da história recente do país.

“Nós não estamos brigando com pouca coisa. Nós estamos brigando contra um time que montou a quadrilha pra roubar a previdência social desse país. Nós descobrimos a quadrilha, prendemos as pessoas, pagamos R$ 3 bilhões e meio a todos os aposentados”, afirmou.

Lula falou ainda sobre o caso Master, enfatizando que Daniel Vorcaro foi preso durante seu governo. Sem citar Flávio, ele voltou a associar o candidato do PL ao escândalo.

“Eles criaram uma quadrilha nós desmanchamos a quadrilha e prendemos a quadrilha. Eles criaram um banqueiro que praticou a maior corrupção na história financeira desse país. E eu prendi o banqueiro deles”, disse.

O petista também voltou a afirmar que ministros do STF que estejam envolvidos em suspeitas sejam investigados. “A gente não pode permitir que a Suprema Corte fique sob suspeita.”

Hostilidades O clima nas ruas de São Gonçalo era de hostilidade entre apoiadores de Lula e de Flavio, com ataques e xingamentos entre os dois lados. Enquanto petistas chamavam os apoiadores do PL de “milicianos”, ouviam de volta gritos de “ladrão”.

A ida de Lula a São Gonçalo é estratégica nesta reta final de campanha no primeiro turno. O município é o segundo maior colégio eleitoral do Estado do Rio com cerca de 960 mil habitantes.

Além disso, a região é o berço e reduto eleitoral do candidato do PL ao governo do Rio, Douglas Ruas. Desde 2021 a cidade é governada por seu pai, Capitão Nelson (PL).

Lula tenta recuperar terreno no local que já deu vitórias ao PT entre 2002 e 2014. Desde 2018, com a eleição de Jair Bolsonaro, o município deu uma guinada para a direita dando amplas votações favoráveis ao bolsonarismo.

A agenda reforça ainda a aliança política de Lula com Paes no Rio. Para rivalizar com Ruas, o candidato do PSD tem na disputa por São Gonçalo um de seus alvos preferenciais. Paes vem afirmando que, caso eleito, a primeira favela dominada pelo crime que será ocupada por meio do seu plano de segurança pública será o Morro do Salgueiro, em São Gonçalo. Ato de Campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato a reeleição, em São Gonçalo, o segundo maior colégio eleitoral do Estado do Rio Facebook/@Lula

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